Ações de Dividendos em Abril: Allos e Outras Cinco para Ampliar sua Renda Passiva
O mês de março marcou a primeira queda da bolsa brasileira em sete meses, impactada pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. Para abril, a expectativa é de continuidade na volatilidade do mercado financeiro, tornando o investimento em ações de empresas que pagam bons dividendos uma estratégia cada vez mais atrativa pela sua solidez e previsibilidade.
Neste cenário, a corretora Allos (ALOS3) desponta como uma das principais escolhas para quem busca construir uma carteira de renda passiva. Ao seu lado, Petrobras (PETR4) também se destaca, ambas liderando as indicações de analistas de grandes corretoras do país para o mês de abril, segundo levantamento do InfoMoney.
A lista das mais recomendadas para investidores focados em dividendos em abril inclui ainda outras duas empresas do setor de energia elétrica e um banco. Essas companhias apresentam características que as tornam promissoras para a geração de renda constante, mesmo em um ambiente de incertezas econômicas e geopolíticas. Confira os detalhes e as teses de investimento para cada uma delas.
Allos (ALOS3): Dividendos Mensais e Tese de Longo Prazo
A tese de investimento na Allos (ALOS3) está fortemente ancorada na sua nova política de dividendos, que prevê pagamentos mensais no valor de R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação. Essa estratégia, que gera um expressivo dividend yield de 11,42% em 12 meses, reposiciona o papel como um ativo de renda, conforme destaca a Ágora Investimentos. A corretora ressalta que essa política é sustentável até 2028, amparada por R$ 2,1 bilhões em reservas, alavancagem controlada e disciplina nos investimentos (capex).
Petrobras (PETR4): Geração de Caixa e Valuation Atrativo
A Petrobras (PETR4) continua a ser um destaque no setor energético, combinando um valuation atrativo com forte geração de caixa e potencial de valorização no médio e longo prazo, segundo a Terra Investimentos. A empresa consegue manter o pagamento de dividendos relevantes, com expectativa de retorno atrativo aos acionistas, impulsionada pelo baixo custo de extração que sustenta margens elevadas e uma robusta geração de caixa. O analista da Terra Investimentos reforça que a PETR4 segue como destaque no setor, apresentando um bom equilíbrio entre seus fundamentos e perspectivas.
Axia (AXIA3): Potencial de Redução de Custos Após Privatização
O Santander elege Axia (AXIA3) como uma de suas preferidas no setor elétrico, especialmente após a conclusão do processo de privatização. O banco enxerga oportunidades significativas para a nova gestão reduzir os custos com Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO) em mais de 50% em suas principais subsidiárias e simplificar a estrutura complexa da holding. Apesar de uma alta expressiva em 2025, o valuation da Axia é considerado razoável pelo Santander, justificado pela nova dinâmica de preços da energia elétrica e o bom momento da companhia.
Bradesco (BBDC4) e Copel (CPLE6): Recuperação e Previsibilidade
Para o BTG Pactual, o Bradesco (BBDC4) encerrou o ano em uma condição claramente melhor do que no início, seguindo uma trajetória de recuperação de resultados em linha com as sinalizações da administração, o que é visto de forma positiva pelo banco. Já a Copel (CPLE6) é classificada pelo Santander como uma combinação atrativa de valuation descontado, ativos de alta qualidade, baixo perfil de risco e um fluxo de dividendos previsível. A migração da Copel para o Novo Mercado da B3 em dezembro é vista como positiva, pois deve aumentar a liquidez do papel e a governança corporativa, atraindo mais investidores estrangeiros.