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Alerta Máximo: Interrupção de Negócios e Preço de Commodities Lideram Ranking de Riscos Urgentes no Brasil

Riscos Corporativos no Brasil: Interrupção de Negócios e Preços de Commodities no Topo

A interrupção de negócios e os riscos associados ao preço de commodities, além da escassez de materiais, emergiram como as principais preocupações para as empresas no Brasil. Segundo a Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2026 da consultoria Aon, divulgada com exclusividade pelo InfoMoney, esses fatores lideram o ranking nacional de riscos corporativos.

O estudo, que ouviu 155 executivos brasileiros entre 2.941 participantes globais, aponta para um cenário de negócios sob forte pressão, impulsionado por fatores macroeconômicos e operacionais. Essa vulnerabilidade é particularmente acentuada em economias com forte vocação exportadora, como a brasileira, onde a dependência de rotas comerciais globais e de infraestrutura logística se torna um ponto crítico.

A pesquisa, realizada antes de eventos como o bloqueio ao Estreito de Ormuz, já indicava um ambiente de negócios volátil. A forte correlação entre a interrupção de negócios e a dependência de cadeias de suprimentos globais explica a liderança desse risco no ranking nacional. Conforme informação divulgada pela Aon, a identificação estruturada de riscos e estratégias eficazes de gestão e mitigação tornaram-se diferenciais competitivos cruciais.

Variação Cambial e Riscos Digitais Preocupam Empresas Brasileiras

Um dos destaques da pesquisa é a **variação da taxa de câmbio**, que se posiciona em 5º lugar entre os principais riscos no Brasil, um item que não figura no top 10 global. O impacto é sentido diretamente no bolso das empresas, com 67,4% dos respondentes brasileiros relatando perdas financeiras devido a flutuações cambiais nos últimos 12 meses. Isso demonstra a sensibilidade da economia nacional às oscilações do mercado financeiro internacional.

No campo digital, os **ataques cibernéticos e a violação de dados** ocupam a 3ª posição no Brasil, enquanto lideram o ranking global. Apesar da relevância, o nível de preparação das empresas brasileiras é apontado como baixo, com apenas 24,7% possuindo planos estruturados para lidar com incidentes cibernéticos. Esse dado acende um alerta para a necessidade de investimentos em segurança digital.

Riscos Climáticos e Geopolíticos em Ascensão

Os **riscos climáticos** também ganham evidência no cenário brasileiro. Mudanças climáticas e desastres naturais figuram entre os dez principais riscos no país, ocupando as posições de 8ª e 10ª, respectivamente. Embora não estejam no ranking global atual, sua inclusão no top 10 nacional sinaliza uma preocupação crescente e específica no contexto local, afetando setores como o agronegócio e a infraestrutura.

Em projeção para os próximos anos, a pesquisa da Aon aponta para uma mudança na hierarquia de riscos. Até 2028, o **risco de preço de commodities** assume a liderança, seguido de perto por mudanças climáticas e fatores regulatórios. Essa perspectiva reforça a sensibilidade do mercado brasileiro às pressões inflacionárias sobre insumos e à agenda ambiental, indicando a necessidade de adaptação e planejamento estratégico robusto para enfrentar esses desafios futuros.

Volatilidade Geopolítica e o Impacto Global

Embora não figure no top 10 brasileiro, a **volatilidade geopolítica** aparece em 9º lugar no ranking global, refletindo uma preocupação mundial crescente com o tema. A intensificação de conflitos globais, como os observados no Oriente Médio, adiciona camadas de complexidade ao cenário. Leonardo Coelho, CEO da Aon no Brasil, destaca que a instabilidade geopolítica impacta setores como energia, transporte e cadeias de suprimentos, além de influenciar a disponibilidade e o custo de seguros.

Os efeitos dessa instabilidade já são visíveis em setores como o marítimo e a aviação, com reprecificação de seguros, revisão de rotas e maior cautela operacional. Para Alexandre Jardim, head of Commercial Risk Solutions para o Brasil na Aon, o fortalecimento da resiliência operacional, especialmente na cadeia de suprimentos, é fundamental para que as empresas enfrentem impactos e tomem decisões mais assertivas em um ambiente de negócios cada vez mais incerto e volátil.