A versão atual da disputa entre Lula e Bolsonaro continua com forte caráter binário, com pouca margem para terceiros incomodarem os dois polos.
O quadro mostra um empate técnico, com vantagem estreita para o ex-presidente, e sinais de recomposição do eleitorado bolsonarista após queda anterior.
Os números e o recorte regional e por perfil social ajudam a entender onde cada campo pode crescer até 2026, conforme informação divulgada pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
Principais números da simulação
Lula registra 44,9% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro soma 43,4%, a diferença é de 1,5 ponto percentual, dentro da margem de erro.
O resultado indica encurtamento relevante em relação a setembro, quando Lula tinha 48,8% e Bolsonaro 41,3%.
Mesmo com decisões judiciais e variações na elegibilidade, as rodadas seguintes registraram redução gradual da diferença entre os dois, com Lula recuando 3,9 pontos, e Bolsonaro avançando 2,1 pontos.
Comparação com 2022 e dinâmica eleitoral
Comparado ao resultado oficial de 2022, quando Lula venceu o segundo turno com pouco mais de 50% dos votos válidos contra cerca de 49% de Bolsonaro, o novo levantamento indica perda de intensidade na vantagem do petista.
Ao mesmo tempo, há recomposição do eleitorado bolsonarista na simulação estimulada, o que torna a disputa novamente decidida por margem estreita se o embate de 2022 fosse repetido hoje.
Onde cada candidato mantém base e onde pode crescer
Os dados mostram que Lula mantém base sólida no Nordeste, entre mulheres, católicos, eleitores sem religião e na renda mais alta.
Bolsonaro concentra vantagem entre homens, evangélicos e no Centro-Oeste, além de apresentar competitividade crescente nas faixas intermediárias de renda.
A disputa tende a depender da capacidade de cada polo ampliar apoio nas faixas onde o adversário hoje lidera, ou reduzir a margem de desvantagem nos segmentos mais resistentes.
Metodologia e interpretação
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 24 de fevereiro e entrevistou 4.986 eleitores em todo o Brasil.
A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos e a confiança é de 95%.
O levantamento foi registrado no TSE sob o n° BR-07600/2026.
O percentual reduzido de indecisos, somado ao baixo índice de brancos e nulos, indica que a maior parte do eleitorado já se posiciona dentro de um dos dois campos, sugerindo consolidação do voto ideológico e manutenção da lógica binária que marcou a eleição passada.
Para 2026, Lula x Bolsonaro 2026 segue como a principal referência do tabuleiro político, com cada lado precisando buscar ganhos marginais em territórios adversários para alterar o resultado em um cenário de empate técnico.