A CBO Holding e a OceanPact comunicaram um acordo para uma combinação de negócios que, segundo as empresas, criará uma das maiores empresas do setor marítimo no país.
A operação prevê a incorporação da CBO pela OceanPact, com troca acionária e emissão de papéis que redesenharão o controle societário das companhias.
Investidores e analistas acompanharão a integração da frota, dos contratos e da gestão, enquanto o mercado avalia os efeitos sobre concorrência e receita.
(conforme informação divulgada pela Reuters)
Detalhes da operação
O acordo prevê que a CBO, que tem 45 embarcações, vai ser incorporada pela OceanPact, formando um grupo com 73 navios e contratos firmados no valor de R$13,6 bilhões, segundo fato relevante ao mercado.
A OceanPact vai emitir aos acionistas da CBO 274.551.446 novas ações ordinárias, o que resultará em uma relação de troca de 1,98 papel da OceanPact para cada ação da CBO, conforme comunicado das companhias.
Impacto acionário e controle
Ao final da transação, os acionistas da CBO terão 57,86% do capital social da OceanPact, decisão que altera a composição de controle e a governança do grupo resultante.
Quanto à base acionária atual, Fundos do Patria detêm cerca de 38% da CBO e o BNDES por meio de seu braço de participações outros 19%. A Vinci é outra importante acionista, com cerca 38% das ações, segundo dados da companhia.
Na OceanPact, 30,75% de suas ações estão com Flávio Nogueira Pinheiro Andrade, com a Dynamo detendo outros 12,3%, informação que mostra a distribuição acionária antes da combinação.
O que muda no mercado
A combinação de negócios CBO e OceanPact promete escala operacional maior, carteira de contratos ampliada e potencial para sinergias em operações offshore e serviços marítimos.
O novo grupo deverá disputar posições de liderança no setor, com atenção a integração de frota, otimização de contratos e governança, pontos que influenciarão receita e eficiência nos próximos trimestres.