Aguarde, Carregando
Pular para o conteúdo
Início » Como China, Índia e Brasil se beneficiam da reviravolta nas tarifas de Trump, o que muda com a tarifa global de 15% e os números de Morgan Stanley

Como China, Índia e Brasil se beneficiam da reviravolta nas tarifas de Trump, o que muda com a tarifa global de 15% e os números de Morgan Stanley

    Tarifas de Trump passam por reviravolta após decisão da Suprema Corte e anúncio de tarifa global de 15%, com vencedores, perdedores e cálculos de impacto

    Em uma rápida reviravolta, países que haviam sido mais atingidos pelas tarifas impostas pelo governo Trump agora figuram entre os principais beneficiados.

    A Suprema Corte considerou ilegal o uso da International Emergency Economic Powers Act para impor taxas emergenciais, e o ex-presidente anunciou depois uma tarifa global de 15%.

    Essas mudanças reduzem alíquotas e redesenham a competição entre fornecedores para os EUA, conforme informações da Bloomberg, Morgan Stanley e Goldman Sachs.

    Quem ganha com a redução das alíquotas

    Com a decisão judicial e o anúncio da tarifa global de 15%, países como China, Índia e Brasil passam a enfrentar **alíquotas menores** em exportações aos EUA.

    A Bloomberg Economics calcula que isso resultaria em uma alíquota efetiva média de cerca de 12%, a menor desde o anúncio inicial das tarifas em abril, no chamado “Dia da Libertação”.

    Os economistas do Morgan Stanley apontam que a tarifa média ponderada cairá de 20% para 17%, e que a alíquota média sobre produtos chineses deve recuar de 32% para 24%.

    Anúncios

    O que dizem os analistas e os números

    Analistas avaliam que a mudança reduz parte da pressão sobre exportadores mais penalizados, ainda que a melhora possa ser temporária, já que a administração busca tarifas setoriais e específicas por economia.

    Economistas do Morgan Stanley escreveram, em nota liderada por Chetan Ahya, que “o pico de incerteza sobre tarifas e tensões comerciais já ficou para trás“.

    Do lado do Goldman Sachs, economistas como David Mericle estimam que a combinação da decisão da Suprema Corte com a nova tarifa reduzirá o aumento da alíquota efetiva desde o início de 2025, “de pouco mais de 10 pontos percentuais para 9 pontos percentuais“.

    Vencedores e perdedores na nova equação

    Países que antes recebiam tratamento relativamente favorável, como Austrália e Reino Unido, perdem espaço com a tarifa global de 15%, porque antes tinham alíquota de 10% em alguns modelos de reciprocidade.

    Por outro lado, economias que já tinham uma taxa competitiva de 15%, como o Japão, veem diminuir sua vantagem comparativa.

    Canadá e México, que haviam sido alvo de tarifas relacionadas ao fentanil e que têm isenções previstas no acordo USMCA, podem ficar em “posição muito favorável“, segundo analistas da Bloomberg Economics, Nicole Gorton-Caratelli, Chris Kennedy e Maeva Cousin.

    Reações políticas, mercado e próximos passos

    O recuo do dólar e dos contratos futuros do S&P 500 na segunda-feira refletiu incerteza sobre a política comercial, enquanto ações chinesas listadas em Hong Kong avançaram.

    Autoridades americanas pressionam parceiros como União Europeia e Japão a manter compromissos negociados anteriormente, e buscam preservar uma trégua de um ano com a China.

    O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou à Fox News, “Queremos garantir que a China esteja cumprindo sua parte do acordo“.

    Em resumo, a mudança nas tarifas de Trump alivia alguns exportadores, altera posições relativas entre parceiros comerciais e adiciona uma nova camada de incerteza, embora analistas acreditem que o impacto de curto prazo poderá ser limitado pelo ajuste de estoques e redirecionamento do comércio.