Dívida Pública Federal registra queda significativa em março, mas custo médio anual sobe
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) apresentou uma notável redução em março deste ano, comparado ao mês anterior. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, o montante diminuiu de R$ 8,841 trilhões para R$ 8,633 trilhões, configurando uma queda de 2,34%.
Essa variação positiva foi resultado de um resgate líquido expressivo, no valor de R$ 305,386 bilhões, somado a uma apropriação positiva de juros de R$ 98,080 bilhões. A DPF engloba tanto a dívida interna quanto a externa do país.
Embora o valor total da dívida tenha diminuído, o custo médio acumulado em 12 meses da DPF registrou um leve aumento, passando de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano em março. As informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (27).
Composição da Dívida Pública Federal: Dívida Interna e Externa
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) foi a principal responsável pela redução geral, apresentando uma queda de 2,46% e encerrando março em R$ 8,302 trilhões. Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou um leve aumento de 0,61%, alcançando R$ 331,64 bilhões.
Alterações na Estrutura da Dívida: Selic, Pré-fixados e Inflação
Houve mudanças importantes na composição dos títulos que formam a DPF. A participação de títulos atrelados à taxa Selic diminuiu de 49,10% em fevereiro para 47,71% em março, mantendo-se dentro do intervalo previsto de 46% a 50% no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026.
Por outro lado, os títulos pré-fixados viram sua participação crescer de 21,33% para 21,80%, também alinhados ao intervalo de 21% a 25% estabelecido no plano. Da mesma forma, os títulos indexados à inflação registraram um aumento, passando de 25,85% para 26,67%, situando-se dentro da meta de 23% a 27% do PAF.
Os papéis cambiais, que compõem a parcela externa da dívida, também apresentaram uma leve alta, saindo de 3,71% para 3,83%, permanecendo dentro do intervalo de 3% a 7% previsto no plano.
Prazos e Custos da Dívida Pública Federal
O Tesouro Nacional também informou que a parcela da DPF com vencimento nos próximos 12 meses aumentou consideravelmente, saltando de 16,65% em fevereiro para 19,52% em março. Este percentual está se aproximando do intervalo previsto de 18% a 22% no PAF de 2026.
O prazo médio da dívida pública subiu de 4,0 anos para 4,10 anos, ficando dentro da meta de 3,8 a 4,2 anos estabelecida para 2026. Apesar da queda no valor total da dívida, o custo médio acumulado em 12 meses da DPF apresentou uma elevação, passando de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano em março, conforme dados do Tesouro Nacional.