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Técnico do Egito ergue bandeira palestina após classificação na Copa e explica: “Causa de toda a comunidade árabe”

Técnico do Egito celebra classificação para oitavas da Copa erguendo bandeira palestina e dedica vitória ao povo da Palestina

O técnico da seleção egípcia, Hossam Hassan, chamou a atenção mundial ao erguer uma bandeira da Palestina após a vitória sobre a Austrália, que garantiu a classificação da equipe para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gesto, que viralizou nas redes sociais, foi acompanhado por cânticos de “Palestina livre” por parte dos torcedores.

Em entrevista pós-jogo, Hassan agradeceu o apoio dos palestinos e afirmou que a vitória era dedicada tanto ao povo egípcio quanto ao povo palestino. “Vimos o quanto o povo palestino está feliz com esta vitória. Que Deus lhes dê força. Dedico esta vitória ao povo egípcio e ao povo palestino”, declarou, com as bandeiras dos dois países sobre os ombros.

A manifestação ocorreu nos Estados Unidos, um aliado de Israel, e em um contexto onde a FIFA costuma reprimir demonstrações políticas em campo. No entanto, a entidade máxima do futebol informou à Associated Press que bandeiras de todas as associações filiadas são permitidas, e a Palestina é uma delas.

Hossam Hassan reafirma apoio à Palestina e destaca importância humanitária

Durante uma coletiva de imprensa, Hossam Hassan reiterou seu apoio à causa palestina, definindo-a como uma questão que afeta toda a comunidade árabe. “Quem não sente o sofrimento do povo palestino não tem humanidade, não tem dignidade”, afirmou o treinador, emocionando os presentes.

Ele ressaltou o poder do futebol como ferramenta de mensagem e expressou o desejo de que o povo palestino possa viver com dignidade e respeito. “O futebol pode ser usado como uma ferramenta de poder e de mensagem. Eu ouvi essa mensagem. Deixem o povo palestino existir. Deixem que eles vivam uma vida normal. Eles merecem respeito. A humanidade merece respeito. Queremos fair play na vida. É isso que queremos dizer”, completou.

Manifestações políticas e o estilo de Hossam Hassan

Este não é o primeiro ato político de Hossam Hassan. Anteriormente, ele já havia expressado apoio ao presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, a quem elogiou pelo desenvolvimento do esporte no país. Contudo, al-Sisi é frequentemente acusado de governar de forma autoritária.

Hassan e seu irmão gêmeo, Ibrahim, diretor da seleção, também divulgaram um comunicado no aniversário de protestos que precederam a ascensão dos militares ao poder, chamando o episódio de “um símbolo de dignidade”. O técnico, assim como o líder que admira, demonstra pouca tolerância a críticas, tendo um advogado para representá-lo legalmente em casos de difamação.

Um ídolo egípcio com histórico marcante no futebol

Hossam Hassan é uma lenda do futebol egípcio, tendo sido um atacante proeminente da seleção entre 1985 e 2006. Ele participou da Copa do Mundo de 1990 e é o maior artilheiro da história do Egito, com 69 gols em 176 partidas, um recorde que está perto de ser superado por Mohamed Salah.

Entre seus feitos como jogador, destacam-se as três conquistas da Copa Africana de Nações. Aos 59 anos, Hassan lidera a seleção egípcio em uma campanha histórica na Copa do Mundo de 2026, já considerada a melhor do país em torneios mundiais.

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