{"id":8356,"date":"2026-04-15T07:01:26","date_gmt":"2026-04-15T10:01:26","guid":{"rendered":"https:\/\/destinodasferias.com.br\/imposto-minimo-sobre-riqueza-brasil-pode-arrecadar-r-30-bilhoes-anuais-com-tributacao-de-super-ricos-aponta-estudo\/"},"modified":"2026-04-15T07:01:26","modified_gmt":"2026-04-15T10:01:26","slug":"imposto-minimo-sobre-riqueza-brasil-pode-arrecadar-r-30-bilhoes-anuais-com-tributacao-de-super-ricos-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/destinodasferias.com.br\/en\/imposto-minimo-sobre-riqueza-brasil-pode-arrecadar-r-30-bilhoes-anuais-com-tributacao-de-super-ricos-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Imposto M\u00ednimo sobre Riqueza: Brasil pode arrecadar R$ 30 bilh\u00f5es anuais com tributa\u00e7\u00e3o de super-ricos, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<h2>Estudo prop\u00f5e Imposto M\u00ednimo Efetivo sobre Riqueza (IMER) para gerar R$ 30 bilh\u00f5es anuais no Brasil.<\/h2>\n<p>Um novo estudo aponta que a implementa\u00e7\u00e3o de um <b>Imposto M\u00ednimo Efetivo sobre Riqueza (IMER)<\/b> no Brasil, com uma al\u00edquota de 2% sobre grandes fortunas, poderia gerar uma arrecada\u00e7\u00e3o anual de aproximadamente <b>R$ 30,5 bilh\u00f5es<\/b>. A proposta, detalhada pelo Observat\u00f3rio Internacional de Fiscalidade (ITO) a pedido da Plataforma Tribut\u00e1ria da Am\u00e9rica Latina e do Caribe (PTLAC), visa corrigir a regressividade do sistema tribut\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>O mecanismo funciona como um piso de contribui\u00e7\u00e3o, comparando os impostos j\u00e1 pagos pelo indiv\u00edduo com o equivalente a 2% de seu patrim\u00f4nio l\u00edquido. Caso a carga tribut\u00e1ria efetiva seja menor que esse patamar, o contribuinte pagaria apenas a diferen\u00e7a, garantindo uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima sobre a riqueza acumulada. A iniciativa conta com pref\u00e1cio do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p>De acordo com as estimativas, o IMER, aplicado a patrim\u00f4nios acima de R$ 500 milh\u00f5es, atingiria cerca de <b>1.430 contribuintes<\/b> no Brasil. Este grupo inclui 1.360 centimilion\u00e1rios e 70 bilion\u00e1rios. Com uma al\u00edquota de 3%, a arrecada\u00e7\u00e3o estimada subiria para R$ 47 bilh\u00f5es anuais, representando 0,48% do PIB nacional. Conforme informa\u00e7\u00e3o divulgada pelo estudo, os dados foram coletados e compilados com o aval do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<h3>IMER: Um novo olhar sobre a tributa\u00e7\u00e3o de grandes fortunas<\/h3>\n<p>O estudo detalha que o <b>IMER<\/b> opera de forma distinta dos impostos sobre patrim\u00f4nio convencionais. N\u00e3o se trata de um imposto aut\u00f4nomo sobre o estoque de riqueza, mas sim de um <b>complemento corretivo<\/b>. Seu principal objetivo \u00e9 assegurar uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima proporcional ao patrim\u00f4nio, sem prever isen\u00e7\u00f5es e incidindo sobre o total da fortuna, incluindo participa\u00e7\u00f5es em empresas e estruturas societ\u00e1rias.<\/p>\n<h3>Impacto na progressividade tribut\u00e1ria brasileira<\/h3>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do IMER teria um impacto significativo na <b>progressividade tribut\u00e1ria<\/b> do Brasil. As simula\u00e7\u00f5es indicam que os 0,001% mais ricos do pa\u00eds, que hoje pagam uma al\u00edquota efetiva de 19,7%, inferior \u00e0 m\u00e9dia geral e at\u00e9 mesmo \u00e0 dos 50% mais pobres, veriam sua al\u00edquota efetiva subir para cerca de 50% com o IMER de 2%. Isso demonstra uma distor\u00e7\u00e3o atual, onde os mais ricos contribuem proporcionalmente menos.<\/p>\n<h3>Diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a outras propostas de imposto sobre grandes fortunas<\/h3>\n<p>\u00c9 importante notar que o IMER difere da discuss\u00e3o sobre o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) que tramita no Congresso Nacional. O IGF, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o desde 1988, aguarda regulamenta\u00e7\u00e3o. O Projeto de Lei (PLP 05\/2026) em discuss\u00e3o prop\u00f5e al\u00edquotas progressivas de 1% a 3% para patrim\u00f4nios acima de R$ 10 milh\u00f5es. O IMER, por outro lado, foca em garantir uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima sobre fortunas substancialmente maiores.<\/p>\n<h3>Alternativas convencionais consideradas insuficientes<\/h3>\n<p>O estudo tamb\u00e9m avaliou alternativas convencionais, como um aumento de 50% nas al\u00edquotas do imposto de renda pessoal. No entanto, essa medida seria insuficiente para corrigir a regressividade no topo da pir\u00e2mide, elevando a tributa\u00e7\u00e3o efetiva dos mais ricos em apenas 1,3 ponto percentual. Isso ocorre porque essa abordagem n\u00e3o abrange lucros retidos em empresas, que frequentemente escapam do imposto de renda de pessoa f\u00edsica.<\/p>\n<p>Em 2025, o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Fazenda apresentou o PL 1.087, que prop\u00f5e um imposto de renda m\u00ednimo para rendas acima de R$ 600 mil anuais. Embora classificada como uma medida de justi\u00e7a fiscal, cr\u00edticos apontam que essa proposta seria insuficiente para tributar o patrim\u00f4nio acumulado no topo. O relat\u00f3rio que detalha o IMER foi coordenado por Vicente Silva, Quentin Parrinello e Lamia Oualalou, com supervis\u00e3o de Gabriel Zucman.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo prop\u00f5e Imposto M\u00ednimo Efetivo sobre Riqueza (IMER) para gerar R$ 30 bilh\u00f5es anuais no Brasil. 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