Zema propõe privatização acelerada da Petrobras e venda de estatais para reduzir dívida
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou nesta terça-feira, 4, que sua intenção é privatizar a Petrobras “o quanto antes” caso seja eleito.
A proposta de Zema, que faz parte de seu plano de governo, inclui a venda de todas as estatais que geram receita, excluindo as agências públicas. “Nós vamos botar tudo para vender”, afirmou o político mineiro, argumentando que a **dívida pública é o principal problema do Brasil**.
Ele explicou que os recursos obtidos com as privatizações seriam destinados à quitação da dívida pública, com a meta de reduzi-la em mais da metade e, consequentemente, diminuir as taxas de juros no país. Essa estratégia, segundo Zema, visa a **melhoria da saúde financeira do Estado** e a criação de um ambiente econômico mais favorável.
A concretização da privatização da Petrobras, no entanto, dependerá da aprovação e boa vontade do Congresso Nacional. Zema ressaltou que não há um prazo definido para o início do processo, pois a decisão **está atrelada à articulação política** com os parlamentares.
Experiência em privatizações e planos para o futuro
Zema citou sua experiência como governador de Minas Gerais, onde sua gestão teria promovido a privatização de “centenas de empresas e subsidiárias” da Cemig e obtido aprovação para a privatização da Copasa, companhia de saneamento do estado. Segundo ele, a **Cemig foi a única grande empresa mineira que ficou faltando** ser privatizada durante seu mandato.
Além da Petrobras, o pré-candidato também sinalizou a necessidade de uma **nova reforma previdenciária**. Ele considera que a reforma de 2019 já não é mais suficiente devido ao aumento da expectativa de vida da população, o que, consequentemente, demanda um tempo de contribuição maior. Zema sugere que o tempo de contribuição precisará aumentar e, dependendo dos cálculos, a idade mínima para aposentadoria também poderá ser elevada.
Revisão de programas sociais e combate a fraudes
Outro ponto abordado por Zema é a revisão dos programas sociais. Embora reconheça a importância dessas políticas para os mais necessitados, ele apontou a existência de muitas “fraudes” e de pessoas aptas ao trabalho que, segundo ele, vivem de benefícios sem necessidade.
“Tem muita fraude e muito ‘marmanjão’ vivendo aí, assistindo série na TV e jogando videogame o dia inteiro”, declarou Zema, demonstrando sua preocupação com a **eficiência e o uso adequado dos recursos públicos** destinados aos programas sociais. Ele defende uma fiscalização mais rigorosa para garantir que os auxílios cheguem a quem realmente precisa.

