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Engie estuda usar energia excedente do complexo Assú Sol para mineração de Bitcoin, reduzir cortes de geração e criar nova fonte de receita em usina solar no RN

A Engie anunciou que estuda usar parte da energia excedente gerada em seu maior parque solar no Brasil para alimentar operações de mineração de Bitcoin ou sistemas de armazenamento, em busca de novas fontes de receita.

O plano, segundo a companhia, pretende aproveitar energia que hoje não pode ser oferecida ao sistema elétrico por limitações de infraestrutura, reduzindo perdas causadas por cortes de geração, ou “curtailments”.

O projeto ainda está em fase de estudos e não deve sair do papel no curto prazo, conforme afirmou a direção da empresa, que avaliará parceiros e compradores antes de avançar.

conforme informação divulgada pela Engie Brasil Energia.

O que é a proposta e por que surge agora

A ideia da Engie é usar excedente do complexo solar Assú Sol para alimentar data centers de mineração de Bitcoin ou grandes sistemas de armazenamento de energia, aproveitando energia que hoje não é aceita pela rede.

O movimento surge após a conclusão do complexo solar, que se tornou o maior parque solar em operação no portfólio global da Engie, e em um momento em que cortes de geração, ou “curtailments”, têm sido mais frequentes no Brasil.

Escala do projeto e números que justificam a iniciativa

O complexo Assú Sol é composto por 16 usinas fotovoltaicas com capacidade total de 753 MW, construído com investimento de cerca de R$ 3,3 bilhões, e ocupa uma área de mais de 2,3 mil hectares.

A energia gerada por Assú Sol é suficiente para atender o consumo anual de uma cidade de cerca de 850 mil habitantes, segundo a Engie.

Desafios elétricos e econômicos

Mesmo com a escala, a viabilidade econômica é afetada pelos chamados cortes de geração, ou “curtailments”, que ocorrem quando a rede não consegue absorver toda a energia produzida.

No Brasil, a expansão acelerada de parques solares e eólicos tem esbarrado em gargalos na transmissão e em um crescimento de demanda menos intenso, gerando custos e perdas para geradores renováveis.

Contexto da presença da Engie no Brasil e próximos passos

A Engie opera no país uma capacidade instalada totalmente renovável de 15,7 GW, com ativos hidrelétricos, eólicos onshore e solares, além de 3.200 km de linhas de transmissão e 22 subestações.

Recentemente, a companhia comissionou integralmente o complexo Assú Sol em fevereiro de 2026 e, em dezembro de 2025, entrou em operação comercial plena o complexo eólico Serra do Assuruá, em Gentio do Ouro, Bahia, com capacidade de 846 MW.

A Engie diz que seguirá estudando como integrar mineração de Bitcoin e outras tecnologias à operação de Assú Sol ao longo dos próximos anos, avaliando possíveis parceiros e compradores para essas cargas, antes de qualquer decisão de implantação.