A fragata da Marinha Real Australiana Toowoomba navegou pelo Estreito de Taiwan em uma operação descrita pelo governo australiano como uma implantação de presença regional na região Indo-Pacífico.
Segundo fonte do governo, a travessia foi de rotina, e todas as interações com outras embarcações e aeronaves foram conduzidas de forma segura e profissional, sem incidentes relatados.
Os relatos também apontam que as Forças Armadas da China acompanharam e monitoraram o navio durante o trânsito, conforme informação divulgada pela Reuters.
O que ocorreu durante a travessia
De acordo com a fonte citada pela reportagem, a fragata Toowoomba, da classe Anzac, “realizou uma travessia de rotina pelo Estreito de Taiwan” na sexta-feira e no sábado, como parte da implantação regional.
A mesma fonte afirmou, “Todas as interações com navios e aeronaves estrangeiros foram seguras e profissionais“, descrevendo o movimento como rotineiro e alinhado ao direito internacional de liberdade de navegação.
Posições de Pequim e Taipei
O jornal chinês Global Times, apoiado pelo Estado, citou uma fonte militar chinesa, informando que “o Exército de Libertação Popular da China realizou operações completas de rastreamento, monitoramento e alerta durante todo o trânsito”.
O Ministério da Defesa de Taiwan disse que monitora de perto os céus e as águas ao redor da ilha, e ressaltou que o estreito é uma via navegável internacional onde todos os países gozam do direito de liberdade de navegação.
Em comunicado, o ministério acrescentou, “O Ministério da Defesa Nacional não divulgará proativamente os movimentos de aeronaves e navios de países aliados amigos“, sem oferecer detalhes adicionais sobre escoltas ou posicionamento militar.
Impacto regional e contexto
Navios de guerra dos Estados Unidos transitam pelo Estreito de Taiwan a cada poucos meses, provocando reações frequentes de Pequim, e aliados como França, Austrália, Reino Unido e Canadá também realizam travessias ocasionais.
A China vem reforçando sua presença militar ao redor de Taiwan, e realizou exercícios recentes nas imediações da ilha no final de dezembro, em uma demonstração de força que aumenta a sensibilidade sobre movimentos navais na região.
Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e afirma que apenas o povo da ilha pode decidir seu futuro, enquanto a região segue observando com atenção cada passagem no Estreito de Taiwan, por seus potenciais efeitos diplomáticos e de segurança.