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EUA: Nova Tarifa de Aço/Alumínio para Máquinas Alivia Burocracia, Mas Aumenta Custo de Exportação para Brasil

Abimaq reage a ajuste tarifário dos EUA: fim da burocracia, mas com custo maior para máquinas brasileiras.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) analisou as recentes mudanças nas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos sobre aço, alumínio e cobre. A entidade reconhece a eliminação de complexos cálculos burocráticos, um alívio para o setor exportador.

No entanto, a Abimaq alerta que a nova estrutura tarifária, apesar de simplificada, representa um aumento significativo no custo para as máquinas brasileiras que têm como destino o mercado americano. A preocupação central reside na elevação das alíquotas aplicadas.

A decisão do governo dos Estados Unidos visa desburocratizar o sistema de tarifas, mas a perspectiva da indústria brasileira é de que o impacto nas exportações de máquinas e equipamentos **permanecerá substancial**, afetando a competitividade.

Simplificação com novo patamar de alíquota

Uma das principais alterações promovidas pelo governo americano é a extinção da tarifa anterior de 50% sobre produtos acabados feitos com aço, alumínio e cobre, caso o percentual desses metais no produto final seja inferior a 15% em peso. Esta medida, segundo a Abimaq, **acaba com a complexa necessidade de calcular o exato valor do metal** no custo final da máquina, facilitando a operação.

Por outro lado, produtos que contenham mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em seu peso agora enfrentarão uma tarifa reduzida de 25%, mas aplicada sobre o **valor total da importação**, e não apenas sobre a parcela correspondente ao metal. Isso significa que itens como máquinas de lavar roupa ou fogões, majoritariamente compostos por aço, terão a tarifa fixa de 25%.

“Como todas as máquinas da lista têm um peso de aço superior a 10% ou 15%, entendo que todas as máquinas da lista vão passar para uma alíquota de importação de 25%”, explicou José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, à Reuters.

Impacto nas exportações brasileiras para os EUA

A Abimaq projeta que a **nova alíquota de 25%** impactará diretamente as exportações de máquinas e equipamentos brasileiros para os Estados Unidos. A entidade já havia registrado uma queda de 9,1% nas vendas para o mercado americano em 2025, um reflexo das tarifas impostas anteriormente pelo governo Trump.

Além disso, os Estados Unidos viram sua participação diminuir no total das exportações de máquinas do Brasil. Em 2024, representavam 27% do total, caindo para 23% no ano passado. A expectativa é que as novas tarifas, mesmo com a redução da burocracia, **continuem a pressionar esses números**.

“A notícia boa é o fim da burocracia. A notícia ruim é que a alíquota vai ser de 25%”, reiterou Velloso, resumindo o sentimento da indústria. A entidade aguarda novas análises sobre o comportamento do mercado após a implementação das novas regras tarifárias. A **simplificação do regime tarifário** é um ponto positivo, mas o aumento da alíquota representa um desafio significativo para a competitividade das máquinas brasileiras nos EUA.