Guerra no Oriente Médio entra no 17º dia com escalada de ataques e diplomacia tensa entre EUA e Irã.
O 17º dia de conflito no Oriente Médio foi marcado por uma série de ataques e contra-ataques, elevando a tensão na região. Explosões em Beirute e bombardeios contra Teerã, capital do Irã, demonstraram a continuidade e a amplitude da guerra.
O Irã, por sua vez, direcionou suas ações a países árabes no Golfo Pérsico. Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, precisou fechar seu aeroporto após um drone iraniano atingir um tanque de combustível. Arábia Saudita e Catar também relataram a interceptação de drones e mísseis iranianos.
A situação gerou um alerta da Guarda Revolucionária do Irã a indústrias ligadas aos EUA na região, com promessas de ataques iminentes. Paralelamente, esforços diplomáticos buscam uma saída para o conflito, com reativação de canais de comunicação entre os Estados Unidos e o Irã. Conforme reportagem do site americano Axios, um canal direto entre o enviado americano Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi reativado.
Ataques e Defesas em Meio ao Conflito
A noite e a manhã do 17º dia de guerra foram agitadas. Israel realizou ataques em Beirute, capital do Líbano, onde o número de deslocados já atinge 1 milhão, segundo autoridades locais. Simultaneamente, Israel lançou bombardeios contra Teerã, capital do Irã. A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um novo alerta, prometendo atacar em breve indústrias ligadas aos EUA na região e pedindo a evacuação de áreas próximas.
Em resposta às ações iranianas, a Arábia Saudita informou ter abatido 35 drones, enquanto o Catar relatou ter interceptado um ataque de mísseis e drones. Israel também confirmou estar sob ataque das forças iranianas. Uma explosão foi ouvida perto da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, Iraque, e um incêndio em um campo de petróleo e gás em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, foi causado por um ataque de drone.
Diplomacia e Declarações de Líderes
Apesar da escalada militar, esforços para encerrar a guerra estão em andamento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou sua crença de que a guerra acabará em breve e que o governo iraniano deseja um acordo. No entanto, Trump expressou incerteza sobre a liderança iraniana, afirmando não saber quem realmente fala pelo regime. Ele também mencionou a possibilidade de o novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, estar vivo, mas ferido.
Trump defendeu Israel, garantindo que o país jamais usaria armas nucleares contra o Irã. A questão do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que impede a passagem de produtos essenciais, também foi abordada. Trump revelou que os EUA conversam com sete países para organizar uma escolta de embarcações, mas não divulgou os nomes. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao Irã a liberação da passagem, enquanto Trump envolveu a OTAN, alertando sobre as consequências para a aliança caso Washington não receba apoio no Golfo.
Posições do Irã e da OTAN
O Irã, através de seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que apenas “inimigos e aqueles que apoiam sua agressão” estão proibidos de passar pelo Estreito de Ormuz. Um porta-voz do ministério acrescentou que países não envolvidos na guerra podem trafegar com coordenação e permissão das Forças Armadas iranianas. O chefe da OTAN, Mark Rutte, embora apoiando ações militares de EUA e Israel, afirmou que a organização não se envolverá diretamente no conflito.