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Geração Z Investe em Cripto e Guarda Dinheiro, Mas Reserva de Emergência Não Passa de 6 Meses, Revela Pesquisa

Geração Z: Inovadora nas Finanças, Vulnerável em Emergências

A geração Z está redefinindo a forma como lida com dinheiro. Diferente das gerações anteriores, esses jovens demonstram um comportamento financeiro mais arrojado, com maior adesão a investimentos alternativos e uma busca intensa por informações em plataformas digitais.

No entanto, essa modernidade financeira esconde uma fragilidade significativa. Uma parcela considerável da juventude que possui economias não teria recursos suficientes para se manter por mais de seis meses em caso de uma dificuldade financeira inesperada.

Os dados, divulgados pela pesquisa anual Raio X do Investidor Brasileiro 2025, da Anbima em parceria com o Datafolha, pintam um retrato complexo de uma geração que é ao mesmo tempo pioneira e cautelosa em suas decisões financeiras.

Carteira Diversificada e Poupança em Declínio

A característica mais marcante da geração Z é a composição de suas carteiras de investimento. A caderneta de poupança, outrora um refúgio seguro, atrai apenas 13% desses jovens, um índice bem inferior à média geral de 22%. Em contrapartida, eles buscam diversificar mais, com 10% investindo em títulos privados, 8% em fundos de investimento e outros 8% em criptomoedas.

A preferência por aplicações mais voláteis e com potencial de alto retorno, como as criptomoedas, mostra um perfil de risco mais elevado. Ações também aparecem na lista, com 4% dos jovens apostando neste mercado, superando a média geral em todos esses segmentos.

Informação Digital e Assessoria Financeira em Segundo Plano

A forma como a geração Z busca conhecimento financeiro também se distancia das gerações mais velhas. Apenas 15% desses jovens consultam gerentes ou assessores financeiros, contrastando com os 38% dos boomers. A confiança recai mais sobre amigos e parentes (23%) e influenciadores financeiros (11%).

Plataformas como YouTube (49%) e Instagram (45%) são os principais palcos para a disseminação de conteúdo sobre investimentos. Essa forte inclinação para o digital se reflete na forma de operar, com 84% realizando aplicações via aplicativo ou site do banco, ante apenas 27% entre os boomers.

Vulnerabilidade a Golpes e Apostas em Sites de Bets

A maior exposição a ambientes digitais e serviços financeiros online coloca a geração Z como a mais afetada por fraudes digitais. Cerca de 38% relataram ter sido vítimas de golpes, um percentual próximo ao dos Millennials (40%).

Um dado preocupante é que 27% da geração Z apostou em sites de bets em 2025, a maior proporção entre todas as faixas etárias analisadas. Essa busca por ganhos rápidos, possivelmente impulsionada por influenciadores, pode aumentar a exposição a riscos financeiros e golpes.

Consciência sobre o Futuro, mas Ação Pendente

Apesar dos desafios, a geração Z demonstra uma consciência notável sobre a importância do planejamento para a aposentadoria. Cerca de 66% dos jovens ainda não aposentados afirmam que pretendem começar uma reserva para a velhice, o índice mais alto entre as gerações. Esse planejamento futuro contrasta com a fragilidade da reserva de emergência atual, evidenciando um descompasso entre a intenção e a prática.

Conforme informação divulgada pela Anbima e Datafolha, essa pesquisa anual, o Raio X do Investidor Brasileiro 2025, oferece um panorama crucial sobre os hábitos financeiros da juventude brasileira.