A Forças de Defesa de Israel anunciou a morte de sete integrantes de alto escalão da estrutura militar e de segurança do Irã, em uma ofensiva que, segundo o porta-voz, foi coordenada com os Estados Unidos.
A ação foi descrita como fruto de uma oportunidade operacional para atingir reuniões de figuras seniores da liderança militar e de segurança iraniana, e a missão, segundo a fonte, permanece em andamento.
O anúncio e detalhes foram divulgados por meio de vídeo pelo porta-voz internacional das forças israelenses, tenente-coronel Nadav Shoshani, conforme informação divulgada pelas Forças de Defesa de Israel.
Quem foram os alvos
De acordo com o material divulgado pelas forças israelenses, entre os mortos estão Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa do Irã; Mohammad Shirazi, que chefiou por quase 40 anos o gabinete militar do líder supremo Ali Khamenei; Ali Shamkhani, assessor de Khamenei para assuntos de Defesa e secretário do Conselho de Defesa; Mohammad Pakpour, comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica; Hossein Jebeli Ameli, apontado como presidente da Organização de Pesquisa e Inovação em Defesa (SPND, na sigla em inglês); Fereydoun Abbasi, ex-presidente da mesma organização; e o chefe de inteligência do Comando Khatam al-Anbiya, o principal quartel-general operacional das Forças Armadas do Irã.
Declarações e justificativas apresentadas
No vídeo, o porta-voz Nadav Shoshani afirmou que a ofensiva teve como alvo “reuniões de alto nível de figuras seniores da liderança militar e de segurança do Irã”, a partir do que classificou como “uma oportunidade operacional” para realizar ataques coordenados.
Shoshani declarou, em trecho divulgado, “Hoje lançamos a Operação Leão Rugindo, uma operação contra o regime terrorista iraniano em total cooperação com as Forças Armadas dos Estados Unidos. Ouvimos atentamente suas palavras, observamos suas ações e hoje agimos. Agimos porque precisávamos agir”.
Ele também afirmou que “Essas e outras figuras seniores não poderão mais avançar seu plano de destruição de Israel” e, sobre a continuidade das ações, disse, “Nossa missão não poderia ser mais clara. As Forças de Defesa de Israel continuarão a agir para remover ameaças emergentes contra Israel, porque o preço da inação é alto demais”.
Coordenação com os Estados Unidos e planejamento
Segundo o porta-voz, a operação foi precedida por “meses de planejamento conjunto e estreita coordenação com as Forças Armadas dos Estados Unidos”, representando, nas palavras divulgadas, “um nível histórico e sem precedentes de cooperação entre duas nações que lutam lado a lado contra o terror”.
As declarações ressaltam a cooperação bilateral como elemento central da ação, segundo a própria força que divulgou as informações, e indicam que as autoridades israelenses consideraram tratar-se de uma oportunidade operacional relevante.
O que se sabe sobre o andamento da missão
O porta-voz acrescentou que a missão permanece em andamento, e enfatizou que as Forças de Defesa de Israel seguirão atuando para neutralizar ameaças, conforme a justificativa pública apresentada.
As informações foram divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel, e ainda não houve confirmação independente por parte do governo iraniano até o momento da publicação.