A Marcopolo divulgou resultados do quarto trimestre com números que superaram as expectativas de mercado e, ao mesmo tempo, mostraram pressão em margens operacionais.
O lucro líquido atingiu R$ 341,7 milhões, um avanço de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o Ebitda recuou e a receita caiu, refletindo desafios no mercado interno.
No conjunto das informações, a companhia citou menores volumes faturados nos segmentos rodoviários, micros e Volares, com forte impacto dos altos custos de financiamento no Brasil, conforme informação divulgada pela Reuters.
Desempenho financeiro e os números que chamam atenção
No quarto trimestre, a Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 341,7 milhões, valor 7,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado operacional medido pelo Ebitda ficou em R$ 426,0 milhões, representando uma queda de 7,7% em relação ao quarto trimestre de 2024.
A receita operacional líquida foi de R$2,57 bilhões, 3,6% abaixo do valor do quarto trimestre do ano anterior, mostrando que o crescimento do lucro não veio acompanhado por expansão de receita.
Por que a receita caiu, apesar do lucro maior
A companhia atribuiu a redução da receita aos menores volumes faturados ao mercado interno nos segmentos de rodoviários, micros e Volares, setores sensíveis às condições de crédito dos clientes.
Segundo a empresa, esses segmentos foram especialmente impactados pelos altos custos de financiamento no Brasil, o que pressionou vendas e volumes, reduzindo a receita mesmo com controle de custos que ajudou no lucro líquido.
Comparação com as expectativas do mercado
Analistas esperavam lucro líquido de R$303,0 milhões, receita líquida de R$2,51 bilhões e Ebitda de R$410,1 milhões para o quarto trimestre, segundo média de previsões compilada pela LSEG.
O resultado divulgado, portanto, superou a estimativa de lucro e também ficou acima da previsão de Ebitda e receita, ainda que o Ebitda tenha recuado ano a ano.
Produção e perspectiva operacional
A produção total da Marcopolo no quarto trimestre atingiu 3.803 unidades, 1,7% inferior ao mesmo período do ano anterior, indicando leve queda na atividade fabril durante o período.
Investidores e analistas devem acompanhar os próximos trimestres para ver se a empresa consegue recuperar volumes internos, mitigar o efeito dos custos de financiamento e sustentar a geração de lucro observada no trimestre.