Marina Silva revela “esforço” para fechar chapa ao Senado em SP e ataca governo Tarcísio

A pré-candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), admitiu nesta sexta-feira, 22, que o campo progressista está empenhado em um “esforço” para definir a composição da chapa ao Senado no estado. A indefinição sobre a segunda vaga, disputada por Marina e pelo ex-ministro Márcio França (PSB), tem gerado desgaste entre os partidos aliados à pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.

A própria Marina Silva, após participar de um painel no Fórum Esfera 2026 no Guarujá (SP), indicou que a federação PSOL-Rede busca espaço na chapa majoritária. Ela assegurou que as conversas “já avançaram muito” e que a expectativa é de uma definição até o final deste mês ou, no máximo, no início de junho, prazo similar ao mencionado por Haddad.

“Nós estamos fazendo um esforço para concluir o trabalho”, declarou Marina, ressaltando que o processo de discussão está em andamento. A ex-ministra também mencionou que defendeu o nome de Teresa Vendramini, a Teka (PDT), para vice de Haddad, mas que a escolha dela foi por contribuir com o programa de governo, especialmente na área agrícola. Conforme informação divulgada pela fonte, a definição da vaga está sob condução de Haddad, buscando a melhor solução para a aliança.

Marina Silva critica gestão de Tarcísio de Freitas em SP

Durante sua fala, Marina Silva também direcionou críticas contundentes ao atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A ex-ministra apontou falhas significativas nos indicadores do governo estadual em áreas cruciais como segurança pública, educação, meio ambiente e assistência social.

“Não se governa um estado como São Paulo apenas privatizando, fazendo concessões e cobrando pedágio”, afirmou Marina, questionando a eficácia de tais medidas. Ela exemplificou a privatização da Sabesp, argumentando que a medida “não resolveu um problema que já está posto há muito tempo”, como a crise hídrica que já afetou a população em 2014 e tende a se agravar.

Crise hídrica e violência: Pontos de atenção na gestão estadual

A ex-ministra enfatizou que a privatização da Sabesp não trouxe solução para a crise hídrica em São Paulo, um problema recorrente que, segundo ela, já causou sofrimento à população em 2014 e que tende a piorar com a chegada do fenômeno El Niño. Marina também citou o aumento dos casos de feminicídios e violência contra mulheres, além da situação da população em situação de rua, como exemplos de problemas que a gestão estadual precisa encarar com mais seriedade.

“Quando você vê os dados sobre feminicídio, violência contra as mulheres, o estado de São Paulo está liderando esse ranking”, alertou Marina, destacando a urgência em abordar essas questões. Ela ressaltou que a análise das entregas da gestão deve considerar esses indicadores sociais graves.

Apoio a Lula e otimismo com cenário eleitoral

Marina Silva também celebrou os resultados da pesquisa Datafolha divulgada anteriormente, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomando a liderança numérica no segundo turno e ampliando a distância no primeiro turno. A ex-ministra interpretou o resultado como um sinal de que as pessoas estão se aproximando da realidade dos fatos.

“As pessoas estão entrando em contato com a realidade dos fatos que está sendo trazido, estão sendo trazidos de forma tranquila, com investigação séria, assegurando o mais amplo direito de defesa, que é assim que deve acontecer numa democracia”, concluiu Marina, demonstrando otimismo com o cenário político atual e a percepção pública.

By Vanessa