Reações de Paris a Riad pedem moderação e negociações após a ofensiva de EUA e Israel contra o Irã, alertando para riscos à paz internacional e à não proliferação nuclear
A ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã desencadeou uma série de reações diplomáticas em todo o mundo, com pedidos para que as partes reduzam a tensão e evitem um conflito mais amplo.
Governantes e instituições europeias destacam a necessidade de retomar negociações e proteger civis, apontando que a sequência de ataques pode ter consequências duradouras para a segurança regional.
Autoridades também cobram medidas para preservar o regime global de não proliferação e solicitaram ação coordenada em fóruns internacionais, conforme informação divulgada pelo g1
Reações na Europa e no bloco comunitário
O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou que o conflito traz “graves consequências para a paz e a segurança internacionais” e pediu o fim da escalada em curso, afirmando que o Irã não tem alternativa senão negociar o encerramento de seus programas nuclear e de mísseis balísticos.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse ter conversado com o chanceler de Israel e autoridades regionais, e que está “coordenando de perto com parceiros árabes para explorar caminhos diplomáticos”.
Em comunicado conjunto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressaltaram ser crucial evitar “quaisquer ações que possam ampliar ainda mais as tensões ou enfraquecer o regime global de não proliferação nuclear”.
Apoios e advertências de aliados
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou: “Apoiamos a atuação dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para impedir que o Irã continue a ameaçar a paz e a segurança internacionais”.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a chanceler Anita Anand, declararam: “O Canadá apoia os Estados Unidos em sua atuação para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para evitar que seu regime continue a ameaçar a paz e a segurança internacionais”.
O governo britânico, por sua vez, afirmou que não participou dos ataques e que “não quer ver uma escalada rumo a um conflito regional mais amplo”, ao mesmo tempo em que reiterou que o Irã “jamais deve ser autorizado a desenvolver uma arma nuclear”.
Posições no Oriente Médio e riscos de retaliação
A Arábia Saudita classificou como “violação flagrante” relatos de ataques de retaliação iranianos contra países árabes, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, e declarou solidariedade às nações afetadas.
No Líbano, lideranças pediram que todos os envolvidos priorizem o bem-estar dos cidadãos iranianos, comentário interpretado também como um recado indireto ao Hezbollah, cuja participação no conflito preocupa parceiros regionais.
A Suíça disse estar “profundamente alarmada” com a ofensiva e pediu “pleno respeito ao direito internacional”, exortando todas as partes a exercer “máxima moderação” e a garantir a proteção de civis.
Declarações do Irã e dos Estados Unidos, e próximos passos diplomáticos
Conforme divulgado nas declarações oficiais, “O presidente Donald Trump afirmou que o objetivo dos ataques é eliminar o programa nuclear iraniano e promover uma mudança de governo em Teerã, depois de várias rodadas fracassadas de negociações nucleares entre os dois países”.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã solicitou que o Conselho de Segurança da ONU “tome ações imediatas para enfrentar a violação da paz e segurança internacionais”.
Com o aumento das tensões, autoridades europeias e parceiros árabes buscam agora caminhos diplomáticos para reduzir confrontos, enquanto a comunidade internacional monitora sinais de retaliação e tenta evitar que a situação evolua para um conflito regional mais amplo.