Consórcio da Azevedo & Travassos venceu leilão da Rota Mogiana com outorga de R$ 1,08 bilhão, e terá de executar duplicações, terceiras faixas e contornos ao longo de 30 anos
O consórcio formado pela Azevedo & Travassos e Quimassa Infraestrutura foi o vencedor do leilão da Rota Mogiana, oferta que se destacou entre quatro concorrentes e garantiu a concessão do conjunto de rodovias estaduais.
A proposta vencedora apresentou uma outorga de R$ 1,08 bilhão, valor bem superior ao segundo colocado, e impõe ao grupo compromissos de obras e investimentos ao longo de três décadas.
O vencedor terá um programa de obras extenso, com metas de duplicação e novas faixas, e investimentos totais previstos em R$ 9,4 bilhões durante os 30 anos de concessão, conforme informação divulgada pela Azevedo & Travassos.
Como foi o leilão e quem disputou
O lance vencedor de outorga de R$ 1,08 bilhão superou ofertas de outros três grupos, incluindo a Motiva, atual operadora de parte da Rota Mogiana. A Motiva ofereceu R$ 180,28 milhões em outorga.
A segunda melhor proposta veio da MC Brazil Concessões Rodoviárias, com R$1,019 bilhão, e o grupo EPR participou com um lance de R$560 milhões. A Azevedo & Travassos participou do leilão em consórcio com a Quimassa Infraestrutura.
O que o consórcio terá de fazer
Do total de 520 quilômetros da concessão, cerca de 350 quilômetros já são administrados por uma parceria entre a Motiva, com 40%, e o grupo brasileiro Encalso, com 60%, cujo contrato vence em abril deste ano.
Para a relicitação, o governo estadual incluiu novos trechos ao projeto. O grupo vencedor terá que duplicar 217 quilômetros de via, implantar 138 quilômetros de terceiras faixas e construir passarelas e contornos viários, conforme os termos do projeto.
Investimentos e prazos
O investimento previsto ao longo dos 30 anos de concessão é de R$ 9,4 bilhões. O contrato envolve obras e melhorias para aumentar a capacidade e a segurança das rodovias no interior de São Paulo.
Antes do leilão, o presidente-executivo da Motiva, Miguel Setas, já havia citado que o leilão era uma das prioridades da companhia para o ano, o que mostra a importância estratégica do certame para operadores rodoviários.
O que muda para motoristas e logística
Com as obras previstas, a expectativa é de redução de engarrafamentos e ganho de fluidez no tráfego regional, além de melhorias para transporte de carga e deslocamento entre cidades do interior paulista.
Os prazos de execução das obras e o cronograma detalhado serão definidos no contrato de concessão e deverão ser acompanhados por órgãos estaduais e pela concessionária vencedora durante os 30 anos de vigência.