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Seção 301: China diz ter cumprido acordo de 2020 com os EUA, rejeita novas tarifas e adverte que vai defender direitos se investigações avançarem

China afirma ter cumprido obrigações da Seção 301, pede que os EUA verifiquem a implementação do acordo de 2020 e adverte contra imposição de novas tarifas, prometendo defender seus direitos

A China afirmou que já cumpriu as obrigações relacionadas com o estatuto de práticas comerciais desleais da Seção 301 de Washington, disse um porta-voz do Ministério do Comércio.

Pequim lembrou que houve um acordo com os Estados Unidos em 2020, e espera que os EUA não ‘transferissem a responsabilidade’ ou ‘provocassem problemas’, afirmou o porta-voz.

Ao mesmo tempo, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que seu gabinete continuaria as investigações nos termos da Seção 301, envolvendo a China e o Brasil, entre outros, o que poderia levar à imposição de tarifas se fossem encontradas práticas comerciais desleais.

conforme informação divulgada pelo g1

O que diz Pequim

Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, a China espera que, em vez de criar atritos, os EUA verifiquem que o acordo de 2020 foi implementado. A declaração enfatiza que a China já cumpriu suas obrigações relativas à Seção 301.

O comunicado citou expressamente que a China esperava que os EUA não ‘transferissem a responsabilidade’ ou ‘provocassem problemas’, e afirmou que Pequim está disposta a trabalhar por meio do mecanismo de consulta econômica e comercial entre ambos os países.

Posição dos EUA e risco de novas tarifas

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse na semana passada que ‘seu gabinete continuaria as investigações nos termos da Seção 301 envolvendo a China e o Brasil, entre outros, que poderiam levar à imposição de tarifas se fossem encontradas práticas comerciais desleais’.

Essa sinalização mantém a possibilidade de medidas tarifárias, caso as investigações identifiquem práticas consideradas injustas pela administração dos EUA.

Como Pequim pretende reagir

Pequim afirmou que está disposta a cooperar por meio das consultas bilaterais, e também deixou claro que defenderá seus direitos e interesses se os EUA seguirem adiante com investigações e impuserem medidas restritivas.

A resposta chinesa combina abertura para diálogo, por meio do mecanismo de consulta econômica e comercial, com aviso de retaliação caso Washington imponha novas barreiras.

Impacto e próximos passos

Analistas dizem que a decisão dos EUA de manter as investigações pode aumentar tensões comerciais, mesmo com a China afirmando ter cumprido o acordo de 2020. O próximo passo deve ser a verificação por parte americana e possíveis consultas bilaterais.

Em síntese, a disputa gira em torno da implementação e verificação do acordo ligado à Seção 301, e os desdobramentos dependerão tanto da investigação dos EUA quanto da disposição de ambos os lados para negociar.