Standard & Poor’s sobe o rating da Azul para B-, citando redução de 40% na dívida bruta ajustada e expectativa de alavancagem entre 3 e 3,5 vezes
Rating da Azul foi elevado pela Standard & Poor’s para B-, saindo de D, mantendo-se em grau especulativo, depois da reestruturação financeira concluída nos Estados Unidos.
A mudança reflete cortes expressivos na dívida e nas obrigações de leasing, e a agência sinaliza confiança em uma estrutura de capital mais leve e em uma operação mais estável.
No total, a companhia reduziu a dívida em cerca de US$ 1,1 bilhão e as obrigações com leasing em aproximadamente US$ 1 bilhão, o que representa um corte de 40% na dívida bruta ajustada, segundo a agência.
conforme informação divulgada pela Standard & Poor’s.
Por que a nota subiu
A S&P atribuiu a elevação do rating da Azul à conclusão da reestruturação financeira sob o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, que reequilibrou a estrutura de capital da empresa.
Além da redução direta da dívida, a revisão considerou a capacidade operacional da Azul em manter receitas e eficiência após as medidas adotadas no plano de recuperação.
O tamanho do corte na dívida
A agência informou que a empresa reduziu a dívida em cerca de US$ 1,1 bilhão e as obrigações com leasing em aproximadamente US$ 1 bilhão, totalizando um corte de 40% na dívida bruta ajustada.
Esses números foram centrais para a melhora do rating da Azul, porque diminuem a pressão sobre o fluxo de caixa e sobre os indicadores de alavancagem.
Perspectiva e riscos
A S&P espera uma queda na alavancagem medida pela relação dívida/Ebitda, “Esperamos que a alavancagem, medida pela relação dívida/Ebitda, fique entre 3 e 3,5 vezes neste ano, ante mais de 6 vezes em 2024 e 2025”, afirmou a agência.
A agência definiu a perspectiva como estável, “A perspectiva estável reflete nossa expectativa de continuidade de uma sólida performance operacional e de uma estrutura de capital mais leve, com alavancagem controlada”, destacou a S&P.
Apesar da melhora, o rating da Azul permanece em grau especulativo e a companhia ainda precisa consolidar resultados consistentes para avanços adicionais na classificação de crédito.