Supercélula provocou chuva extrema e destruição em Juiz de Fora, 16 mortes confirmadas, bairros alagados, deslizamentos e 440 pessoas desabrigadas em estado de calamidade
A madrugada desta terça-feira foi marcada por chuva intensa e danos severos em Juiz de Fora, em Minas Gerais, após a passagem de uma supercélula. Equipes de socorro trabalham para localizar vítimas e avaliar estragos.
Rua, casas e avenidas ficaram submersas, e moradores relatam cenas de alagamento e queda de árvores. A cidade amanheceu com bairros ilhados e pontos de transbordamento de rios e córregos.
Conforme informação divulgada pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Prefeitura de Juiz de Fora, Climatempo e ANAC, as autoridades já confirmaram números e descrevem o fenômeno meteorológico que atingiu a região.
O que é uma supercélula e por que é perigosa
Segundo a definição das instituições meteorológicas citadas, supercélulas são diferentes de tempestades comuns, são isoladas, duradouras e organizadas, podendo permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.
Elas podem gerar ventos fortes, granizo, chuvas intensas e tornados, sendo os tornados os eventos mais destrutivos, mas não os únicos capazes de causar danos graves.
Como a supercélula se formou sobre Juiz de Fora
No Brasil, o fenômeno ocorre principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Ele se forma na parte quente de sistemas de baixa pressão e se propagam muitas vezes ao longo de frentes frias, com rotação causada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar, criando mesociclones dentro das nuvens.
Essa combinação de calor, umidade e vento em diferentes níveis da atmosfera favoreceu a organização da nuvem e a persistência da supercélula sobre a cidade, resultando em chuvas muito intensas em curto espaço de tempo.
Impactos registrados, números e cenas de destruição
16 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A passagem da supercélula deixou áreas alagadas, bairros ilhados, e pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram.
choveu mais que o dobro do volume esperado para todo o mês, tornando fevereiro deste ano o mais chuvoso da história da cidade. Diversas regiões registraram deslizamentos e quedas de árvores, além do desabamento de dois prédios.
A Defesa Civil do município estima que 440 pessoas estejam desabrigadas. A cidade está em estado de calamidade.
Resposta das autoridades e ajuda humanitária
Serviços de emergência atuam no resgate e no atendimento às vítimas, e equipes locais fazem o mapeamento dos locais mais afetados para liberar rotas e abrigos.
Além das ações municipais, o governo federal enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para apoiar os trabalhos de socorro e assistência no local, ampliando a capacidade de atendimento e logística.
Moradores devem seguir orientações das autoridades e evitar áreas alagadas, pois a prioridade continua sendo o salvamento e a segurança das pessoas nas regiões atingidas.