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Tecnologia em Destaque: As 7 Ações Globais Mais Indicadas para Março em Meio a Mudanças no Mercado

Tecnologia continua a dominar as indicações de ações globais para março, com foco em IA e serviços.

Os recibos de ações globais negociados na B3 encerraram fevereiro em sua maioria no vermelho. Isso se deve não apenas às incertezas sobre a saúde do setor de inteligência artificial nos Estados Unidos, mas também à desvalorização do dólar frente ao real.

O BDRX, índice que reúne BDRs não patrocinados, registrou uma queda de 5,06% em fevereiro, acumulando um recuo de 7,96% no ano. Essa movimentação reflete uma migração de ativos de tecnologia e software para setores mais intensivos em capital, como commodities e mercados emergentes.

Empresas com ativos tangíveis e barreiras de entrada sólidas passaram a ser preferidas em detrimento de modelos de negócios mais suscetíveis à disrupção pela inteligência artificial. Essa tendência levou o Nasdaq a cair 3,38%, enquanto bolsas europeias e de mercados emergentes renovaram máximas históricas, evidenciando um redirecionamento de capital, conforme observado pela Genial Investimentos.

Amazon, Apple e Microsoft lideram as recomendações de março

Apesar do cenário desafiador em fevereiro, as sete principais recomendações de ações globais para março, consultadas pelo Infomoney, permanecem concentradas em empresas de tecnologia. No entanto, há um direcionamento para companhias com perfil mais defensivo e voltadas para o comércio, bens de consumo e software.

A varejista Amazon, com seis indicações, destaca-se nas carteiras de BDRs. O BTG Pactual ressalta que a empresa atua não só no comércio eletrônico, mas também em serviços de computação em nuvem, soluções de inteligência artificial e streaming com a Amazon Prime. A tese de investimento se baseia no crescimento da AWS, novas oportunidades em IA e o avanço do Amazon Prime.

A Apple, fabricante do iPhone, possui um ecossistema integrado que fideliza usuários. O Santander Brasil aponta que a empresa tem aumentado os preços médios de seus hardwares e que a expansão do segmento de serviços mitiga o caráter cíclico de suas operações, reduzindo a dependência da venda de iPhones.

A Microsoft, apesar de uma desvalorização significativa após a divulgação de resultados, apresenta ótimos fundamentos e perspectivas, segundo a Empiricus Research. A casa entende que o momento atual é uma oportunidade para aumentar a posição em suas ações a um preço considerado razoável.

TSMC, Alphabet, Micron e Nvidia completam a lista de indicações

A TSMC, fabricante de semicondutores de Taiwan, manteve um bom desempenho em fevereiro após resultados robustos em janeiro. O acordo entre AMD e Meta impulsionou suas ações, antecipando uma maior demanda por seus chips, conforme destacado pela XP Investimentos. Os resultados trimestrais da Nvidia, uma das maiores clientes da TSMC, também reforçaram um cenário positivo.

A Alphabet, controladora do Google, é destacada pelo BTG Pactual por sua liderança consolidada em buscas online, investimentos em inteligência artificial e machine learning, além da expansão no Google Cloud e crescimento do YouTube.

A Micron Technology, maior empresa americana de memória e armazenamento, beneficia-se da forte demanda gerada pelo avanço da inteligência artificial e pelos grandes investimentos do setor. Segundo o Santander Brasil, a empresa já teria vendido toda a sua capacidade de memória de alta largura de banda para este ano.

Por fim, a Nvidia, especializada em processadores gráficos, chips e software multimídia, fornece a infraestrutura essencial para o avanço da inteligência artificial. O Santander Brasil aponta que a companhia deve se beneficiar do progresso da IA, do crescimento das aplicações de seus chips e de parcerias estratégicas. O lançamento da arquitetura Rubin, uma nova plataforma de chips para IA, é esperado para o segundo semestre.

A guerra entre Estados Unidos e Irã adiciona um fator de atenção, com riscos de um conflito prolongado afetar os preços do petróleo e pressionar a inflação global, impedindo cortes nos juros americanos. A valorização do dólar frente ao real, pela busca por proteção, também pode impactar positivamente os BDRs neste mês.