Investidores reagem a custos da inteligência artificial e sinais de perdas em bancos, com vendas ampliadas que pressionam Wall Street e reforçam o tema IA e riscos bancários
O dia foi marcado por aversão a risco, com vendas em tecnologia e financeiras que puxaram os índices para baixo, em meio a dúvidas sobre despesas e perturbações associadas à adoção de IA.
Relatos sobre exposições de bancos ao colapso de uma provedora de hipotecas no Reino Unido reacenderam o receio sobre padrões de empréstimos e perdas potenciais.
A combinação de incertezas tarifárias, tensões geopolíticas e preocupações com custos de IA ampliou a volatilidade do mercado, conforme informação divulgada pelas fontes consultadas.
Desempenho dos principais índices
O Dow Jones caiu 1,05%, para 48.977,92 pontos. O S&P 500 recuou 0,43%, para 6.878,88 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq perdeu 0,92%, para 22.668,21 pontos.
Os três principais índices encerraram em baixa e registraram quedas semanais acentuadas, com o Dow Jones registrando sua maior perda semanal desde meados de novembro. O S&P 500 e o Nasdaq registraram suas maiores quedas mensais desde março de 2025, enquanto o Dow Jones registrou seu décimo mês consecutivo de ganhos, sua maior sequência de ganhos desde a sequência de dez meses que terminou em janeiro de 2018.
Pressão sobre bancos e sinais de risco
As ações financeiras caíram após reportagens que afirmaram que o Barclays, o Jefferies, o Wells Fargo e outros bancos enfrentam perdas potenciais relacionadas ao colapso da provedora de hipotecas britânica Market Financial Solutions Ltd, em meio a preocupações mais amplas sobre os padrões de empréstimos.
O Wells Fargo, o Jefferies e as ações do Barclays listadas nos EUA caíram entre 4,0% e 9,3%, um movimento que reforçou o foco dos investidores em possíveis perdas nos balanços bancários, e elevou as discussões sobre IA e riscos bancários frente a cenários de maior volatilidade.
Setores afetados e perspectivas
O setor de tecnologia também continuou a pesar nos índices, conforme temores persistentes relacionados à IA pressionaram o índice de chips e o setor de software para queda de 1,2% e 1,5%, respectivamente.
Setores defensivos, como bens de consumo básico, saúde e serviços públicos, foram os que tiveram desempenho claramente superior na sessão. Dos 11 principais setores do S&P 500, os de saúde e energia, impulsionados pela alta dos preços do petróleo, lideraram os ganhos, enquanto apenas as ações financeiras e de tecnologia sofreram perdas percentuais.
Analistas dizem que a combinação de custos ainda incertos da adoção de IA, mudanças nas regras de comércio e notícias sobre perdas bancárias deve manter a cautela dos investidores nas próximas semanas, com volatilidade e reprecificação de risco no centro das atenções.