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Tesouro IPCA+: Por que Monte Bravo Aposta em Títulos de Inflação para Proteger seu Dinheiro em Cenário de Estagflação

Monte Bravo Recomenda Tesouro IPCA+ em Meio a Riscos Globais e Fiscais

O cenário de “cachinhos dourados” que marcou o final de 2025, com inflação em queda e crescimento econômico resiliente, parece ter ficado para trás. Os recentes conflitos no Oriente Médio e o consequente choque na oferta de petróleo trouxeram de volta o fantasma da estagflação: um ambiente de inflação pressionada e baixo crescimento.

Diante dessa conjuntura, a alocação em títulos do Tesouro IPCA+ com vencimento intermediário ganha destaque. Guilherme Loureiro, CIO da Monte Bravo, defende que o juro real desses títulos oferece uma assimetria positiva para quem busca proteger e multiplicar seu patrimônio.

Essa estratégia defensiva, mas com potencial de ganho, foi detalhada pela equipe da Monte Bravo. A principal aposta recai sobre as NTN-Bs, os títulos do Tesouro IPCA+, que podem representar até 40% do portfólio recomendado, especialmente após o recente estresse na curva de juros. Conforme informação divulgada pela Monte Bravo, a tese se baseia em uma assimetria de risco favorável.

Tesouro IPCA+ no “Miolo” da Curva

A estratégia da Monte Bravo se concentra nos títulos do Tesouro IPCA+ com prazos intermediários, geralmente entre 5 e 10 anos. Loureiro explica que papéis superlongos ou muito curtos foram evitados. A razão é que, ao alongar demais o prazo, o investidor fica mais exposto ao desempenho estrutural de longo prazo do país, o que pode gerar volatilidade excessiva.

“No cenário ruim, em que a inflação dispara, a NTN-B te protege. No cenário bom (em que a crise passa e a curva fecha), você pode ter ganhos equivalentes a retorno de Bolsa”, afirma Loureiro. Essa flexibilidade protege o investidor em caso de alta da inflação, seja por choques de oferta como o do petróleo, seja por problemas fiscais internos, sem expor excessivamente ao risco das pontas longas da curva.

Choque do Petróleo e o Risco da Estagflação

Até março deste ano, as economias desenvolvidas mostravam sinais de desaceleração da inflação, com expectativas de juros mais baixos. No entanto, o salto do preço do petróleo, impulsionado por tensões geopolíticas, alterou esse quadro. O CIO da Monte Bravo descreve o evento como um “choque de oferta clássico”.

Se o petróleo se mantiver em patamares elevados, a inflação pode voltar a subir, ao mesmo tempo em que a renda das famílias, já pressionada, pode sofrer com a queda no consumo. Esse cenário de inflação alta com baixo crescimento, conhecido como estagflação, é um dos principais focos da estratégia da Monte Bravo. A equipe alerta que, se o conflito no Oriente Médio se agravar, o preço do barril de petróleo pode atingir entre US$ 125 e US$ 150, consolidando o cenário estagflacionário.

Brasil: Vantagens e Cautelas em Meio à Incerteza

Apesar do cenário global desafiador, o Brasil apresenta algumas vantagens estruturais, como ser um exportador de commodities e estar geograficamente isolado do conflito no Oriente Médio. Contudo, a Monte Bravo adota cautela quanto a um possível fluxo massivo de capital estrangeiro para o país no curto prazo.

Loureiro pondera que o investidor estrangeiro pensa em ciclos. Em um cenário de recessão global, países exportadores de commodities e com juros altos podem se beneficiar. No entanto, a aversão ao risco inicial pode levar a saídas de capital. Internamente, o ruído fiscal continua sendo um fator de atenção, com a dívida pública elevada e a carga tributária já no limite, o que limita a margem de manobra do governo.

Posição de Caixa e Oportunidades Futuras

Complementando a estratégia de alocação em Tesouro IPCA+, a Monte Bravo mantém uma forte posição de caixa, representando cerca de 45% do portfólio. Essa reserva é composta por títulos pós-fixados e de alta liquidez, como o Tesouro Selic. A ideia é garantir que o cliente esteja preparado para aproveitar oportunidades de compra em momentos de queda de preços no mercado.

Essa estratégia de liquidez foi eficaz durante a turbulência de março, permitindo que a equipe agisse rapidamente para capturar ativos a preços mais atrativos. A combinação de proteção com Tesouro IPCA+ e liquidez com títulos pós-fixados visa oferecer um portfólio robusto e adaptável às incertezas do cenário econômico atual.