União Brasil e Progressistas formalizaram apoio a Flávio Bolsonaro em Brasília, em ato que busca ampliar uma frente ampla de oposição ao presidente Lula e reforçar a presença do PL nas urnas
O anúncio do apoio oficial foi feito em coletiva nesta quarta-feira, em frente ao QG de campanha no Lago Sul, em Brasília, em encontro entre integrantes da federação União-Progressistas e representantes do PP.
O senador e candidato agradeceu publicamente a aliança com as siglas, citando ainda que já passou por ambos os partidos, e ressaltou a importância do apoio para a reta final da disputa presidencial.
As informações foram dadas durante a coletiva, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
O agradecimento de Flávio Bolsonaro e a declaração central
Ao comentar a formalização do apoio, Flávio Bolsonaro afirmou, de forma enfática, “[Quero] Agradecer a esse apoio formal aqui da federação, União e Progressistas, inclusive dois partidos pelos quais já passei. Então, eu me sinto muito, muito em casa”, ressaltou Flávio.
Na mesma coletiva, o candidato do PL reforçou sua leitura sobre a disputa, ao destacar que o país teria alternativas opostas nas eleições, e apresentou críticas ao atual governo.
Críticas ao governo e posicionamento na reta final
Durante a fala ao lado dos dirigentes e representantes dos partidos, Flávio afirmou, “O Brasil agora tem dois caminhos, inevitavelmente. É o caminho do que tá aí, do governo de recordes negativos, né, recorde de morte de mulheres, recorde de pessoas endividadas, é recorde de imposto alto, recorde de empresas quebradas, recorde de criminalidade”, disse.
O tom enfatizou a intenção de formar uma frente ampla contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário do segundo turno, e de concentrar a mobilização em estados onde os partidos e líderes locais dizem ter votos.
Articulações partidárias e apoios regionais
Antes do resultado do primeiro turno, a federação e o PP mantiveram neutralidade, liberando parlamentares e candidatos para atuar regionalmente a favor ou contra a reeleição de Lula.
O texto da coletiva lembrou que o ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, é filiado ao União Brasil, e que outras siglas da direita devem formalizar apoio, com menções ao Novo e ao ex-governador Romeu Zema, que obteve 0,27% dos votos e indicou expectativa de alinhamento.
Além disso, o ex-candidato Ronaldo Caiado, do PSD, declarou apoio a Flávio, afirmando que “Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição. A mobilização vai ser em tempo integral”, segundo a agenda de declarações divulgada na terça-feira.
O que muda para o segundo turno
Para a campanha do PL, a aliança com União Brasil e PP busca consolidar uma base mais ampla, com representantes regionais que, segundo a campanha, têm voto em seus estados.
Flávio disse ainda que a resposta será dada nas urnas, e que pretende governar com os partidos e representantes que o apoiam, argumentando que eles “representam vários segmentos da população em seus estados”.
A articulação segue agora em busca de novas adesões e de coordenação entre líderes locais para o segundo turno, enquanto o cenário eleitoral se aproxima da decisão final nas urnas.