O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, manifestou dúvidas sobre a **pré-candidatura de Romeu Zema** ao Palácio do Planalto e avaliou que a movimentação pode complicar as estratégias eleitorais em Minas Gerais.
No programa Canal Livre, da Band, Costa Neto disse que teria de entender como o PL poderia apoiar aliados no estado caso o governador mantenha a **pré-candidatura de Romeu Zema**, e mencionou a disputa pelos votos mineiros em favor de Flávio Bolsonaro.
As declarações ocorreram após Costa Neto citar Zema quando perguntado sobre possíveis nomes para a vice de Flávio Bolsonaro, e expor preocupações sobre divisão de votos, conforme informação divulgada pelo programa Canal Livre, da Band.
O que disse Valdemar Costa Neto
Ao ser questionado sobre a postura do governador, Costa Neto afirmou, “Quero ver a confusão que vai dar lá em Minas, porque, se ele vai ser candidato, como é que nós vamos apoiar o candidato a governador dele?”, apontando um conflito entre candidaturas estaduais e nacionais.
Em seguida, o presidente do PL completou, “Eu queria saber como, se eles vão ter outro candidato à presidência da República”, reiterando a apreensão sobre ter concorrentes com base eleitoral similar.
Impacto para a disputa em Minas e estratégia do PL
Costa Neto deixou claro que o PL pretende conquistar os votos de Minas Gerais para Flávio Bolsonaro e evitar dispersão. Ele afirmou, “Nós não temos condição de apoiar um candidato que tem outro candidato à presidência da República, porque não podemos perder um voto como na eleição passada, quando perdemos 1 milhão de votos”, citando o prejuízo anterior como alerta.
Alternativas e nomes citados
Além de questionar a **pré-candidatura de Romeu Zema**, Costa Neto mencionou a senadora Tereza Cristina como possível nome para a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, sinalizando que o PL já avalia alternativas para reforçar a unidade em torno do candidato nacional.
O que observar daqui para frente
O comentário de Costa Neto coloca em evidência o atrito entre projetos locais e nacionais, e aponta para negociações que devem ocorrer entre o PL e aliados em Minas. A nova movimentação pode influenciar coligações, apoios regionais e a estratégia de campanha em estados chave.