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Abelardo De La Espriella assume presidência da Colômbia com “mão firme” e guinada à direita; entenda as promessas

Abelardo De La Espriella assume presidência da Colômbia com “mão firme” e guinada à direita; entenda as promessas

O advogado de direita Abelardo De La Espriella tomou posse como novo presidente da Colômbia nesta sexta-feira, em uma cerimônia que marcou uma virada política e histórica para o país. A posse ocorreu em Cali, cidade que pela primeira vez sediou o evento, sob forte esquema de segurança.

De La Espriella, de 48 anos, venceu o candidato de esquerda Iván Cepeda no segundo turno, consolidando uma tendência de ascensão da direita na América Latina. Sua posse representa uma mudança significativa no cenário político colombiano.

O novo presidente apresentou um plano de governo focado em segurança, ordem e transformação econômica, prometendo uma abordagem direta contra o crime organizado e narcotráfico. A cerimônia contou com a presença de chefes de Estado e delegações internacionais.

Conforme informação divulgada pela Reuters, o advogado de direita Abelardo De La Espriella, de 48 anos, prestou juramento como novo presidente da Colômbia perante o Congresso. A cerimônia de posse aconteceu em Cali, no sudoeste do país, uma decisão sem precedentes na história colombiana, que tradicionalmente realiza o evento em Bogotá, a capital.

“Mão firme” contra o crime e transformação do país

Em seu discurso, Abelardo De La Espriella, apelidado de “El Tigre” e líder do movimento Defensores da Pátria, prometeu uma política de “mão firme” contra o crime, o tráfico de drogas e os grupos armados ilegais. Ele destacou a necessidade de fortalecer as Forças Armadas e construir mega prisões.

O novo presidente declarou que sua missão é “encerrar um longo capítulo de resignação nacional” e iniciar “a mais profunda transformação do destino” colombiano. “Chegou a hora de restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade”, afirmou.

De La Espriella enviou uma mensagem clara aos criminosos: “Os membros de gangues criminosas e grupos narcoterroristas têm duas opções: submeter-se ao Estado de Direito ou enfrentar a resposta determinada do Estado colombiano e de suas forças de segurança”. Ele também indicou que as negociações de paz com grupos armados foram “completamente esgotadas”.

Adesão a programa dos EUA e combate às drogas

Uma das primeiras medidas anunciadas pelo novo presidente é a adesão da Colômbia ao programa “Escudo das Américas”, fundado pelo então presidente dos EUA, Donald Trump. De La Espriella também defendeu a erradicação “definitiva do flagelo das culturas ilícitas”, propondo a utilização de pulverização aérea com herbicidas que não prejudiquem a saúde humana nem o meio ambiente para destruir a coca.

Propostas econômicas e desafios no Congresso

Apresentando-se como um “outsider” da política, De La Espriella planeja reduzir impostos, diminuir o tamanho do Estado em até 40% e relançar os setores de mineração e energia. Ele pretende retomar a assinatura de contratos de exploração de hidrocarbonetos.

No entanto, o presidente enfrentará o desafio de construir uma coalizão no Congresso para aprovar suas reformas. O parlamento está dividido, com a esquerda como principal força, apesar de nenhum partido deter a maioria absoluta. Impulsionar as reformas necessárias para sanear as finanças do país, reduzir a pobreza, combater a violência e atender às demandas em saúde, educação e emprego será crucial.

Contexto de guinada à direita na América Latina

A eleição de Abelardo De La Espriella consolida uma tendência de ascensão de governos de direita na América Latina. Países como Argentina, Bolívia, Costa Rica, Chile, Equador, Panamá e Peru também elegeram presidentes alinhados a esse bloco conservador nos últimos anos, refletindo um movimento político regional.

A cerimônia de posse em Cali contou com a presença de 10 presidentes e chefes de Estado, além de delegações dos Estados Unidos e de outros países. A cidade foi protegida por mais de 11.000 militares e medidas de segurança rigorosas, devido ao temor de ataques por parte de grupos armados ilegais.

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