Um acordo entre o apresentador José Luiz Datena e o empresário Pablo Marçal pôs fim às disputas judiciais sobre a agressão ocorrida durante o debate da campanha à prefeitura de São Paulo em 2024.
Os termos foram homologados no tribunal, mas seguem sob sigilo, e com isso todos os processos relacionados ao episódio serão arquivados.
Os detalhes sobre valores pedidos e alegações foram objeto das ações, e as informações sobre a homologação constam em documentos do TJ-SP, conforme informação divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O que foi homologado e o sigilo do acordo
Na prática, a Justiça aceitou a composição entre as partes, com homologação feita, segundo os autos, por Eduardo Francisco Marcondes, desembargador da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Os termos do acordo são sigilosos, mas a consequência pública é clara, todos os processos relativos ao episódio serão arquivados. Um dos pedidos de indenização, de R$ 100 mil por danos morais, saiu da mesa de litígio com o arquivamento combinado entre as partes.
As ações e os pedidos de R$ 100 mil
Havia duas ações sobre o caso. Em uma, Pablo Marçal pedia R$ 100 mil por danos morais, alegando que a agressão, conhecida como a cadeirada, atingiu sua honra, imagem e integridade física e moral.
Na outra, Datena exigia R$ 100 mil de indenização, afirmando que Marçal teria sugerido que ele seria um estuprador ao chamá-lo de “Jack”, pedido este negado em primeira instância em maio de 2025, e depois levado ao TJ-SP em recurso.
Contexto do episódio e repercussões
A agressão ocorreu em 15 de setembro de 2024, durante debate na TV Cultura, após troca de provocações. Datena lançou uma cadeira contra Marçal no estúdio, episódio que levou à suspensão do programa e à remoção do influenciador ao Hospital Sírio-Libanês.
Na ocasião, Marçal afirmou ter sido “covardemente agredido por José Luiz Datena” e relatou ter sofrido fraturas na mão. Antes do incidente, os dois haviam trocado insultos, com Datena chamando Marçal de “bandidinho, ladrãozinho de dados”, e Marçal respondendo que “o Brasil quer saber que horas você vai parar”.
Marçal também disse no debate, referindo-se a uma acusação anterior contra Datena, “Você atravessou o debate esses dias para me dar um tapa, você não é homem nem para fazer isso”. O clima de confrontação escalou até a agressão física.
Consequências legais e políticas
Com a homologação do acordo, a Justiça encerra as ações judiciais relacionadas à agressão, o que evita uma decisão de mérito sobre as alegações de ambas as partes.
O desfecho judicial não apaga o episódio do debate, mas encerra a disputa nos tribunais, deixando o conteúdo do acordo em sigilo e os pedidos de R$ 100 mil que motivaram as ações sem julgamento final, por conta do arquivamento resultante do acordo.
A homologação pelo TJ-SP marca o fim da fase judicial do conflito entre Datena e Marçal, e encerra, por ora, a controvérsia sobre a chamada cadeirada Datena Marçal, deixando perguntas sobre eventuais repercussões políticas e de imagem para serem avaliadas no campo público.