Contra-ataques do Irã deixam mortos e feridos em Israel, nos EUA e em países do Golfo, incluindo relatos de três militares dos EUA mortos, mortos em Beit Shemesh e feridos no Kuwait
O Irã lançou ataques contra Israel e aliados dos Estados Unidos no Golfo neste domingo, em resposta à morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
A ofensiva ocorre enquanto EUA e Israel mantêm uma campanha militar intensa que, segundo analistas, pode se transformar em uma guerra prolongada, sem fim claro à vista.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas afirmaram que a morte de Khamenei não mudará a postura do país, e prometeram novas ações contra alvos israelenses e americanos, conforme informação divulgada pelo The New York Times.
O ataque iraniano e as declarações de Teerã
O chefe da área de segurança nacional, Ali Larijani, afirmou que um comitê interino vai comandar o Irã até a escolha de um novo líder e prometeu atacar alvos israelenses e americanos “com uma força que eles nunca experimentaram antes”, segundo comunicações oficiais do país.
O governo iraniano também disse que o assassinato de Khamenei não vai mudar a postura do país, enquanto parte da população nas ruas reagiu de forma dividida à morte do aiatolá.
Vítimas e danos nos países atingidos
De acordo com o Pentágono, três militares dos EUA morreram em combate e cinco ficaram gravemente feridos, e outros soldados tiveram ferimentos leves por estilhaços e concussões e devem voltar ao serviço, segundo o Comando Central.
Novos lançamentos de mísseis iranianos atingiram Israel, obrigando grande parte da população a se abrigar em locais protegidos. O serviço de ambulâncias israelense informou que nove pessoas morreram e quase 30 ficaram feridas em Beit Shemesh, cidade a cerca de 30 km de Jerusalém, o ataque mais letal em Israel desde o início do conflito, segundo relatos oficiais.
Explosões foram registradas no Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, enquanto defesas aéreas tentavam derrubar drones iranianos. No Kuwait, uma pessoa morreu e mais de 30 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde local.
O grupo de direitos humanos HRANA, com sede em Washington, diz que pelo menos 133 civis foram mortos e 200 ficaram feridos nos bombardeios. A imprensa oficial iraniana afirma que dezenas de crianças morreram em uma escola primária feminina perto de uma base naval. Militares dos EUA e de Israel não comentaram esses números, que não foram confirmados de forma independente.
Reações militares e ataques aéreos
O Exército de Israel afirma que sua força aérea voltou a bombardear “o coração de Teerã”, em retaliação aos lançamentos. Vídeos verificados pela imprensa mostram colunas de fumaça sobre a capital iraniana durante os ataques.
Autoridades em Washington e Jerusalém esperam que ataques contra a cúpula do regime, as forças armadas e o programa de mísseis iranianos reduzam a capacidade de reação do Irã, mas analistas alertam que um país enfraquecido pode agir de maneira mais imprevisível.
Cenário regional e próximos passos
A região ainda tenta mensurar as consequências da escalada, iniciada com um ataque conjunto surpresa de EUA e Israel ao Irã, seguido pelo anúncio do presidente Donald Trump sobre a morte do aiatolá.
Nos próximos dias, a atenção estará em novas respostas de Teerã, movimentos das forças americanas na região e na proteção de civis em países do Golfo e em Israel. A situação segue volátil e com alto risco de expansão, com autoridades internacionais monitorando a evolução dos confrontos.