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Alckmin: Derrubada de tarifas nos EUA ‘zerou’ impostos para setores chave do Brasil, impulsionando exportações

Alckmin celebra fim de tarifas nos EUA e prevê avanço nas exportações brasileiras

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, demonstrou otimismo com a decisão da Suprema Corte americana de derrubar tarifas, avaliando que a medida **não prejudica a competitividade do Brasil** diante de outros países. Segundo Alckmin, a igualdade nas alíquotas agora beneficia o país, com a **eliminação de impostos mais altos** e a **zeragem de tarifas para alguns itens estratégicos**.

Em declarações à imprensa em Aparecida do Norte (SP), Alckmin detalhou os impactos positivos, citando setores como combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e, notavelmente, a **aeronáutica**. A redução de 10% para 0% nas tarifas de aeronaves e peças é vista como um **avanço crucial para a indústria**, que depende fortemente do comércio exterior para sua sobrevivência, como exemplificado pela Embraer.

A fala do vice-presidente, que atua como presidente em exercício durante a viagem de Lula aos EUA, ocorre em um momento de **expectativas de novas negociações comerciais** com a maior economia mundial. Alckmin ressaltou que, apesar das tarifas impostas por Donald Trump, o Brasil alcançou um **recorde de exportações em 2025**, superando US$ 348 bilhões, graças à diversificação de mercados.

Setores estratégicos ganham fôlego com nova política tarifária americana

A decisão da Suprema Corte americana representa um alívio para setores brasileiros que antes enfrentavam alíquotas diferenciadas em relação a outros parceiros comerciais. Alckmin destacou que, com a **padronização das tarifas**, o Brasil se equipara a outras nações, eliminando uma desvantagem competitiva anterior. A **zeragem de impostos** para produtos como combustíveis, carnes e café é um indicativo direto do potencial de crescimento dessas exportações.

Aeronáutica e Indústria como prioridade nas relações comerciais

O setor aeronáutico, em particular, foi enfatizado por Alckmin como um dos grandes beneficiados. A **queda da alíquota de 10% para zero** em aeronaves e peças é fundamental para empresas como a Embraer, que necessitam de mercados globais para prosperar. O vice-presidente argumentou que a sobrevivência de indústrias de grande porte está intrinsecamente ligada à capacidade de exportação, tornando essa decisão um **marco importante para a indústria nacional**.

Novas negociações comerciais abrem avenidas de oportunidade

Alckmin vê a próxima viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos como uma **oportunidade para aprofundar as negociações comerciais**. Além das questões tarifárias, o vice-presidente mencionou a possibilidade de discutir **aspectos não tarifários**, reforçando a importância dos EUA como comprador de produtos industriais brasileiros. Ele também abordou preocupações sobre a Seção 301, mas demonstrou confiança de que questões como o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, serão devidamente esclarecidas.

Acordo Mercosul-UE avança, enquanto Alckmin despista sobre futuro político

Em outro tema, Alckmin informou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve ser votado em comissão da Câmara nesta terça-feira, 24. Ele classificou o acordo como o **maior entre blocos do mundo**, envolvendo mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas. Paralelamente, o vice-presidente foi evasivo sobre uma possível candidatura a cargos em São Paulo, declarando que “cada coisa virá a seu tempo”, em meio a especulações sobre seu futuro político.