Mercado financeiro revisa projeções e aponta para inflação mais alta em 2026, com dólar em queda
O cenário econômico brasileiro apresenta novas perspectivas segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. As projeções do mercado financeiro indicam uma elevação na expectativa de inflação para o ano de 2026, enquanto outras métricas importantes como o crescimento econômico e a taxa básica de juros foram mantidas. O câmbio, por sua vez, registrou uma valorização do real, com o dólar recuando.
A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 atingiu 4,71%, marcando a quinta semana consecutiva de alta. Essa revisão reflete um ajuste nas expectativas dos agentes econômicos diante de diversos fatores que podem impactar os preços no futuro próximo.
Em contrapartida, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,85%, e a taxa Selic, o principal instrumento de política monetária, permaneceu em 12,50%. O dólar também apresentou uma tendência de queda, com a estimativa para o final de 2026 fixada em R$ 5,37. Essas informações foram divulgadas conforme o Boletim Focus, que compila as previsões de instituições financeiras.
Inflação em 2026: IPCA e IGP-M em foco
A projeção para o IPCA em 2026 subiu para 4,71%, um aumento contínuo que já dura cinco semanas. Na semana anterior, a estimativa era de 4,36%, e há quatro semanas, de 4,10%. Para 2027, a expectativa de inflação também avançou, chegando a 3,91%, em seu terceiro avanço consecutivo. As projeções para 2028 e 2029 foram mantidas em 3,60% e 3,50%, respectivamente.
No que diz respeito ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a expectativa para 2026 foi elevada para 3,86%, configurando a sexta alta seguida. Para 2027, a projeção seguiu estável em 4,00% por oito semanas. Em 2028, houve um leve recuo para 3,82%, e para 2029, a estimativa ficou em 3,70%.
Preços Administrados e o Impacto na Inflação Futura
Os preços administrados, que incluem tarifas de energia, combustíveis e planos de saúde, também tiveram sua projeção elevada para 2026, alcançando 4,87%. Para 2027, a estimativa subiu para 3,80%, acumulando duas semanas de avanço. As projeções para 2028 e 2029, contudo, permaneceram estáveis em 3,50%, com as estimativas inalteradas há 20 e 39 semanas, respectivamente.
Crescimento Econômico e Taxa de Juros: Estabilidade em Destaque
A expectativa de crescimento do PIB para 2026 foi mantida em 1,85% pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a projeção também se manteve estável em 1,80% há 15 semanas. As estimativas para 2028 e 2029 seguem em 2,00%, com a projeção para 2028 estável há 109 semanas e a de 2029 há 56 semanas.
A taxa Selic, por sua vez, foi mantida em 12,50% para 2026, pela terceira semana consecutiva. Para 2027, a projeção segue em 10,50% há 61 semanas. Em 2028, a estimativa permanece em 10,00% há 12 semanas, e para 2029, a expectativa ficou em 9,75% pela segunda semana seguida.
Dólar em Queda: Expectativa para o Câmbio em 2026
A projeção para o dólar em 2026 recuou para R$ 5,37, interrompendo um período de estabilidade. Para 2027, a estimativa também caiu, passando para R$ 5,40. Em 2028, a projeção foi reduzida para R$ 5,46. A estimativa para 2029 permaneceu em R$ 5,50, estável há três semanas. A valorização do real, indicada pela queda do dólar, pode trazer alívio para custos de importação e viagens internacionais.