A composição da Alesp muda a partir de 2027, com avanço na representatividade de pessoas LGBTQIA+ no Parlamento estadual.
O acréscimo consolida nomes já conhecidos e traz novos rostos que devem influenciar pautas de direitos civis, saúde e políticas sociais.
Os dados revelam um crescimento da presença, com impacto simbólico e político na bancada paulista, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
O que mudou nos números
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá um aumento de 50% na quantidade de mandatos LGBTQIA+ a partir de 2027. O número passou de seis, nas eleições de 2022, para nove, considerando candidaturas individuais e mandatos coletivos que têm integrantes da comunidade.
Do total de nove mandatos, sete foram conquistados por candidaturas individuais que se identificam como LGBTQIA+, e dois são mandatos coletivos com integrantes da comunidade entre as codeputadas.
Quem são os eleitos
Sofia Favero, PSol, mulher trans, psicóloga, doutora em Psicologia, escritora e ativista, foi a terceira candidata mais votada para a Alesp, com 407.773 votos.
Ediane Maria, PSol, bissexual, mulher negra, mãe de quatro filhos e trabalhadora doméstica, reelegeu-se para a Assembleia, permanecendo na bancada estadual.
Duda Hidalgo, PT, bissexual, é advogada e foi vereadora de Ribeirão Preto antes de chegar à Assembleia.
Thainara Faria, PT, bissexual, foi reeleita deputada estadual e segue compondo a representação LGBTQIA+ na Alesp.
Douglas Garcia, União Brasil, homem gay, retorna à Alesp depois de ter exercido mandato entre 2019 e 2023.
Thammy Miranda, PSD, homem trans, vereador de São Paulo e filho da cantora Gretchen, conquistou uma cadeira no Legislativo estadual.
Keit Lima, PSol, bissexual, formada em Direito e Administração, eleita vereadora em 2024, agora assume uma vaga na Assembleia.
Mandatos coletivos com participação LGBTQIA+
Além das sete candidaturas individuais, dois mandatos coletivos contam com integrantes LGBTQIA+ na composição. A Bancada Feminista, do PSol, é formada por seis mulheres, com a participação de Paula Nunes, advogada criminalista e bissexual.
O coletivo Movimento Pretas, também do PSol, é composto por cinco mulheres pretas e inclui a advogada e mestranda em Direito pela USP, Letícia Chagas, que se identifica como bissexual.
Contexto e trajetórias
Em 2022, a Alesp elegeu seis candidaturas ou mandatos classificados como LGBTQIA+, sendo quatro parlamentares eleitos individualmente, entre eles Ediane Maria e Thainara Faria, além dos dois mandatos coletivos do PSol.
Para 2026, Ediane e Thainara permaneceram na Assembleia, Guilherme Cortez deixou a disputa estadual para concorrer à Câmara dos Deputados, onde obteve sucesso, e Leci Brandão não conseguiu a reeleição.
O avanço para nove mandatos reforça a presença de parlamentares LGBT+ na política paulista, com diversidade de experiências e trajetórias que devem influenciar o debate público na Alesp nos próximos anos.
