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Alta do petróleo até US$ 85 não deve pressionar a inflação, diz Rogério Ceron, entenda impacto em receitas, royalties, câmbio e por que Brasil pode ganhar

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que a elevação do preço do petróleo, se mantida entre US$ 75 e US$ 85 por barril, não deve provocar pressão inflacionária relevante.

Ele explicou que esse efeito relativo é compensado por uma apreciação cambial significativa, e que impactos fiscais podem ser positivos para o País.

A análise considera um cenário de tensão controlável, e avalia também ganhos com royalties e leilões de participações, conforme a fala do secretário.

conforme informação divulgada pelo Valor Econômico.

Efeito sobre inflação e câmbio

Para Ceron, a alta do petróleo dentro da faixa entre US$ 75 e US$ 85 gera, na avaliação do governo, um efeito limitado sobre os preços, porque, nas palavras do secretário, “A pressão inflacionária que ele gera é relativa, uma vez que a gente também está vivenciando uma apreciação cambial significativa”.

Ele ressalta, no entanto, que a conclusão vale “pensando em um cenário de uma tensão e incerteza até certo ponto controlável, não num cenário de barril acima de US$ 100”.

Impacto fiscal e receitas

Ceron lembrou que o Brasil é exportador de petróleo e, por isso, uma alta nos preços da commodity pode beneficiar a balança comercial e as contas públicas.

Sobre efeitos fiscais, ele disse que, se o barril permanecer cotado até US$ 85, haveria um efeito positivo nas receitas com royalties e leilões de participações, acrescentando que os efeitos “não são pequenos”.

Fluxo de investimentos e posição do Brasil

O secretário destacou também que o Brasil tem sido beneficiado por entrada de recursos de investidores no cenário global atual, em razão de um ambiente externo favorável e de estabilidade interna.

Ele afirmou que o País é visto como “pacífico, sem atritos” e que isso faz do Brasil “uma espécie de porto seguro para o mundo para diversificar a sua alocação de portfólio”.

Na avaliação de Ceron, “Num cenário como esse, obviamente dentro de limites, de riscos, o Brasil está bem posicionado e ele é, provavelmente, tudo mais constante, ele é um ganhador nesse processo”.