IGP-M registra nova deflação, mas com menor intensidade na primeira prévia de março, enquanto preços ao consumidor mostram desaceleração na alta.
A chamada “inflação do aluguel”, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), apresentou uma nova deflação na primeira prévia de março, registrando uma queda de 0,19%. Este resultado representa uma desaceleração em relação à contração de 0,49% observada na primeira prévia de fevereiro, indicando um **alívio mais moderado** para os locatários.
Apesar da deflação, é importante notar que o ritmo de queda diminuiu. A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela divulgação do índice, apresentou os dados nesta terça-feira (10). A análise detalhada revela que o comportamento do IGP-M foi influenciado por diferentes componentes, com impactos variados nos preços.
Enquanto o setor produtivo sente uma redução nos custos, o bolso do consumidor ainda reflete pressões inflacionárias, embora em ritmo menor. Acompanhe os desdobramentos desse indicador e como ele pode afetar o seu orçamento nos próximos meses.
Desaceleração nos preços ao produtor impulsiona IGP-M
Um dos principais fatores que contribuíram para a menor intensidade da deflação do IGP-M foi o recuo menos acentuado no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Este indicador passou de uma contração de 0,88% na primeira prévia de fevereiro para -0,36% na leitura mais recente. Essa melhora para os produtores pode se refletir, a médio prazo, em custos menores para diversos setores da economia.
Custo da construção civil cede, mas ainda sobe
Outro componente do IGP-M que apresentou uma desaceleração foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). A alta do INCC diminuiu de 0,51% para 0,36%. Embora ainda haja um aumento nos custos da construção, a taxa menor indica uma pressão inflacionária mais controlada neste setor específico, o que pode impactar o preço de imóveis e reformas.
IPC-M mostra alívio, mas segue em alta
Em contrapartida aos índices que apresentaram deflação ou menor alta, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que reflete os gastos das famílias, mostrou uma desaceleração em seu ritmo de alta. O IPC-M havia subido 0,39% na primeira prévia de fevereiro e, agora, na leitura de março, registrou uma alta de 0,10%. Apesar de ser um alívio, o índice continua acumulando alta, o que pode pesar no orçamento doméstico.
O que isso significa para o seu aluguel?
O IGP-M é amplamente utilizado como indexador para reajustes de contratos de aluguel. Uma deflação, mesmo que menor, pode significar que os valores de aluguel não subirão tanto quanto em períodos anteriores ou, em alguns casos, podem até apresentar uma leve redução, dependendo da data de aniversário do contrato. No entanto, é crucial observar o comportamento do IPC-M, pois ele impacta diretamente o poder de compra das famílias.