PIB da Argentina avança 4,4% em 2025, sinalizando recuperação econômica no primeiro ano de Javier Milei
A economia da Argentina apresentou um crescimento expressivo de 4,40% em 2025, marcando a primeira alta anual do Produto Interno Bruto (PIB) sob a presidência de Javier Milei. Os dados, divulgados pelo INDEC, órgão oficial de estatísticas do país, ficaram ligeiramente abaixo da expectativa de 4,45% dos analistas de mercado.
Este resultado representa a primeira expansão econômica desde 2022, quando o país registrou um crescimento de 6% durante a gestão de Alberto Fernández. A consolidação dessa tendência positiva é um indicativo importante para o cenário econômico argentino, que busca estabilidade e crescimento contínuo após um período de desafios.
A recuperação econômica, conforme informado pelo INDEC, é resultado de uma combinação de fatores que impulsionaram a atividade em diversos setores. A robustez apresentada em 2025 abre caminho para novas projeções e análises sobre o futuro da terceira maior economia da América Latina.
Crescimento trimestral e expansão consolidada
No último trimestre de 2025, entre outubro e dezembro, o PIB argentino cresceu 2,1% em comparação com o mesmo período de 2024. Embora este número tenha ficado um pouco abaixo da estimativa de 2,2% dos analistas e também dos 2,6% registrados um ano antes, ele contribui para o quadro geral de recuperação. Em termos ajustados sazonalmente, o PIB registrou um avanço de 0,6% em relação ao trimestre anterior.
Este dado marca o segundo trimestre consecutivo de crescimento em relação ao período anterior e o quinto trimestre consecutivo de expansão anual. É importante notar que o PIB geral em 2024 sofreu uma contração de 1,3%, segundo o INDEC. A virada observada em 2025 demonstra uma retomada significativa da atividade econômica.
Setores que lideraram a alta e os que enfrentaram desafios
A agricultura e pecuária, a mineração e extração de pedreiras, e os serviços financeiros foram os principais motores do crescimento em 2025. O INDEC destacou que 13 dos 17 segmentos analisados registraram alta anual. Entre os que mais se destacaram, a intermediação financeira registrou um impressionante crescimento de 17,2%, seguido pela agricultura com 16,1% e pesca com 10,6%.
Por outro lado, setores como a administração pública, serviços sociais e de saúde, serviços domésticos e pesca apresentaram queda na produção. A indústria manufatureira, em particular, sofreu uma retração de 5%, e o comércio atacadista, varejista e serviços de reparo recuou 2,2%. A desaceleração industrial em parte de 2024 foi atribuída às medidas de austeridade implementadas pelo presidente Milei para combater a inflação, que impactaram as empresas.
Perspectivas para 2026: otimismo com cautela
Apesar dos desafios recentes, economistas preveem que o PIB da Argentina continue em trajetória de crescimento em 2026. Uma pesquisa recente realizada pelo Banco Central da Argentina indica que os analistas projetam, em média, um crescimento de 3,4% para o ano corrente. A recuperação da atividade industrial no final de 2025 e o desempenho positivo de setores-chave reforçam esse otimismo.
O governo de Javier Milei tem focado em reformas estruturais para estabilizar a economia e atrair investimentos. O crescimento de 4,4% em 2025, impulsionado por setores produtivos e financeiros, é visto como um passo importante nessa direção, embora os desafios inflacionários e fiscais ainda demandem atenção e políticas eficazes para garantir a sustentabilidade da recuperação econômica argentina.