Os ataques dos EUA e Israel ao Irã atingiram várias cidades e instalações governamentais, com objetivo declarado de atingir lideranças e provocar mudança de regime, e geraram retaliação iraniana
Três parágrafos de introdução explicam o que ocorreu e criam o gancho para os detalhes a seguir.
Em poucas horas, dezenas de explosões foram registradas em cidades como Qom, Kermanshah, Isfahan e Karaj, com imagens mostrando fumaça sobre Teerã e bombardeios próximos ao palácio presidencial, segundo relatos e vídeos verificados.
O ataque conjunto foi anunciado pelos Estados Unidos como uma ampla operação militar, e líderes de Israel e dos EUA disseram esperar que a ofensiva crie condições para pressão interna no Irã, conforme informação divulgada pelo The New York Times.
O que aconteceu na primeira onda de ataques
Na manhã útil do Irã, autoridades e moradores relataram explosões em várias cidades e colunas de fumaça sobre a capital.
Vídeos verificados pelo The New York Times mostraram bombardeios em área que abriga o palácio presidencial e o Conselho de Segurança Nacional, além de uma explosão perto do Ministério da Inteligência, segundo a reportagem.
Autoridades americanas e israelenses disseram que a primeira onda quis atingir o maior número possível de líderes, e o Exército de Israel afirmou ter realizado bombardeios contra múltiplos alvos militares no oeste iraniano.
Objetivos declarados, nomes e citações
O Departamento de Defesa dos EUA batizou a ofensiva de “Operation Epic Fury”, e o presidente norte-americano fez um pronunciamento gravado pedindo ação interna no Irã.
Na gravação, o presidente afirmou, traduzido para o português, “Esta provavelmente será sua única chance em gerações”, e completou que “Por muitos anos, vocês pediram a ajuda da América, mas nunca a receberam. Nenhum presidente estava disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora vocês têm um presidente que está dando o que vocês querem, então vamos ver como respondem”, conforme noticiado pelo The New York Times.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a participação israelense busca fomentar uma mudança de regime e, segundo seu pronunciamento, a operação poderia “criar as condições para que o bravo povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”, conforme relato do mesmo veículo.
Retaliação iraniana e alvos regionais
O Irã respondeu lançando uma série de mísseis e drones contra Israel, segundo comunicado da Guarda Revolucionária citado pela agência semioficial Fars.
Além disso, Teerã informou ter disparado mísseis contra bases militares americanas na região, incluindo a base aérea de Al Udeid, no Catar, a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, a base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e o quartel-general da 5ª Frota dos EUA, no Bahrein, segundo reportagens que citam a Fars.
O Ministério da Defesa do Catar afirmou ter “frustrado com sucesso diversos ataques”, de acordo com as mesmas fontes, e analistas já vinham alertando que embaixadas e bases no Golfo poderiam ser alvos de retaliação.
Contexto, histórico recente e próximos passos
A fase mais recente de tensão começou em janeiro, quando o presidente Trump prometeu apoiar manifestantes após repressão e desde então aumentou as ameaças públicas contra o Irã.
Em junho, os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas, e agora autoridades americanas afirmam esperar uma ofensiva muito mais ampla, que pode durar vários dias.
Fontes americanas e israelenses dizem que a concentração de forças na região foi reforçada, e o presidente descreveu a presença como uma espécie de “armada” preparada para apoiar a operação, segundo reportagem do The New York Times.
As próximas horas serão cruciais para avaliar escalada, impactos humanitários e reações internacionais, com risco de novos ataques e mobilização de aliados, conforme as informações levantadas pela cobertura citada.