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Bets pedem ao STF para derrubar Medida Provisória de Lula que proibiu apostas online no Brasil

O setor de apostas online se mobiliza no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão do governo Lula que baniu as operações no país

O cenário das bets no Brasil vive um momento de extrema tensão após o governo federal editar uma Medida Provisória que determina o encerramento definitivo das atividades de apostas online. A decisão, tomada a poucos dias do primeiro turno das eleições, provocou uma reação imediata das empresas do setor.

Entidades representativas, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, formalizaram pedidos ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, buscando suspender os efeitos da medida antes que ela entre em vigor de forma plena.

Conforme informações divulgadas sobre o caso, as empresas argumentam que a proibição das bets carece de fundamentos técnicos e foi editada sem uma urgência real, conforme detalhado nos registros oficiais do processo.

Argumentos contra a medida provisória

As associações classificaram a iniciativa do governo como oportunista e gravíssima. Segundo as entidades, não havia qualquer justificativa técnica para uma intervenção tão abrupta, especialmente porque a atividade já vinha sendo fiscalizada e regulamentada pelo próprio Executivo nos últimos anos.

Um dos pontos centrais da reclamação é a ausência de estudos que comprovem impactos econômicos ou sociais que pudessem justificar o banimento total das casas de apostas. Em pedidos de acesso à informação, o governo teria admitido não possuir documentos que embasassem tal decisão.

O cronograma de encerramento das bets

A Medida Provisória estabelece um prazo rigoroso para que as empresas saiam do ar. Os usuários têm até às 23h59 do dia 5 de outubro para realizar o resgate de seus saldos remanescentes nas plataformas de apostas online.

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Após essa data, o funcionamento dos sites e aplicativos deve ser interrompido. A devolução de valores que não foram sacados pelos apostadores ficará sob responsabilidade das instituições bancárias, com um cronograma definido para ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro.

Posicionamento do governo e próximos passos

A Advocacia-Geral da União solicitou ao ministro Luiz Fux um prazo de 72 horas para apresentar uma manifestação oficial. O órgão busca ouvir o advogado-geral Jorge Messias e o presidente Lula antes de qualquer decisão que possa afetar o funcionamento das bets no Brasil.

Enquanto o STF não define o futuro do setor, as empresas pedem, de forma subsidiária, que o governo conceda um período de transição de pelo menos seis meses. A disputa judicial promete se intensificar, com novas ações sendo preparadas para questionar a constitucionalidade da norma.

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