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Bitcoin afunda pelo 5º mês seguido e testa a paciência do investidor, fundo chegou perto de US$ 62 mil, entenda liquidações, ETFs e sinais de recuperação

O Bitcoin chegou ao quinto mês consecutivo no vermelho, com queda no mês perto de 17%, e olhos voltados para a faixa dos US$ 62 mil, onde houve reação recente.

A recuperação perdeu tração junto com a queda das bolsas americanas, enquanto o ouro avançava por temores macroeconômicos e riscos geopolíticos, e o mercado discute se o fundo já foi atingido.

As informações e dados deste texto foram compilados conforme as fontes enviadas, com citações e estatísticas extraídas dos relatos e análises citadas nas fontes.

Queda, distância do topo e contexto histórico

A retração atual deixa o Bitcoin cerca de 48% abaixo do topo histórico de US$ 126 mil alcançado em outubro de 2025, e, no acumulado de 2026, a baixa já chega a 25%.

Em fevereiro, o recuo mensal foi de aproximadamente 17%, um padrão que lembra novembro, quando a queda foi de 17,5%, configurando o quinto mês seguido no vermelho, cenário que pressiona até o investidor mais convicto.

No histórico dos ciclos, o ativo já chegou a cair 80% do topo, com volatilidade anual acima de 100%, enquanto hoje a queda desde o pico é de cerca de 45% e a volatilidade aproxima-se de 40%, fatores que ilustram um perfil diferente, com menor magnitude e volatilidade.

O que dizem os especialistas

Para Fabio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase, “As criptomoedas não são mais um mercado de nicho, mas uma peça central do ecossistema financeiro global focado na inovação”, argumento usado para explicar por que o mercado teria menos volatilidade puramente especulativa.

Maximiliaan Michielsen, analista sênior da 21Shares, avalia que o movimento atual é “uma reprecificação macroeconômica e um reset de alavancagem, não uma deterioração dos fundamentos de longo prazo do Bitcoin”. Ele acrescenta que “A magnitude e o perfil de volatilidade são materialmente menores”, o que sugere um mercado mais maduro e com maior presença institucional.

Michielsen também observa que “O excesso especulativo foi eliminado”, citando cerca de US$ 1,4 bilhão em liquidações de posições compradas em fevereiro e redução relevante no interesse aberto em futuros, um ajuste que diminui o combustível para quedas em cascata no curtíssimo prazo.

Fluxos em ETFs, proteção e sentimento

Nos ETFs, houve saída de recursos desde novembro, mas sem debandada, e segundo Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, foram retirados cerca de US$ 7,8 bilhões de um total de US$ 61,6 bilhões, perto de 12% do total.

Szuster destaca que existe “uma base maior, mais estratégica, e um capital mais sensível às quedas e ao medo, que reage mais rápido”, o que explica por que em momentos de tensão esse dinheiro mais reativo sai primeiro.

Dados da Deribit, citados nas fontes, mostram aumento na busca por proteção abaixo da região dos US$ 60 mil, enquanto, na visão de Marcelo Person, crypto treasury e markets director da Foxbit, o fluxo em ETFs é um indicador de que o interesse pelo ativo permanece, com março podendo confirmar se o movimento iniciado no primeiro trimestre terá continuidade.

Conclusão e sinais para investidores

O mercado, de modo geral, acredita que o fundo do Bitcoin está próximo da zona atual, mas a combinação entre riscos macro, fluxo de ETFs e pressão de proteção abaixo de US$ 60 mil mantém a incerteza no curto prazo.

Investidores devem acompanhar indicadores como volumes, interesse aberto em futuros, liquidações, fluxo de ETFs e eventos macro, além da reação do preço à região dos US$ 60 a 62 mil, para avaliar se o ajuste virou oportunidade de média de preço ou se haverá nova pressão.

Em suma, a queda recente dói no curto prazo, mas especialistas citados nas fontes consideram que o movimento tem componentes de reprecificação e desalavancagem, e não sinais claros de deterioração dos fundamentos de longo prazo do ativo.