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Rendimento domiciliar per capita atinge R$ 2.316 em 2025, alta frente a 2024, e mostra grande diferença entre estados, com DF a R$ 4.538, diz IBGE

A média nacional do rendimento domiciliar per capita chegou a R$ 2.316 em 2025, com variação grande entre estados e impacto nas transferências federais

O aumento do rendimento domiciliar per capita sinaliza melhora na média dos rendimentos recebidos pelas famílias brasileiras em 2025.

Ao mesmo tempo, a diferença entre as unidades da federação evidencia desigualdade regional, influenciando cálculos de repasses e políticas públicas.

Os dados constam da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE, e foram divulgados nesta sexta-feira, conforme informação divulgada pelo IBGE.

Números nacionais e evolução anual

“O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316.”

“O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.”

Esses números mostram uma sequência de recuperação nos últimos anos, com o rendimento domiciliar per capita crescendo de forma contínua desde 2022.

Diferenças regionais e destaques por unidade da federação

“Entre as unidades da federação, esse valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Nove estados e o DF superaram o rendimento médio nacional.”

“Na sequência do DF, que registrou a maior renda, ficaram os estados de São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$2.839), Santa Catarina (R$2.809), Rio de Janeiro (R$2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).”

O contraste entre o Maranhão e o Distrito Federal evidencia que a média nacional de rendimento domiciliar per capita não reflete a realidade local em muitos estados.

Metodologia da PNAD Contínua e efeito da pandemia

Segundo o IBGE, “o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores.”

“Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes”, informou o instituto, acrescentando que para o cálculo, todos os moradores são considerados, incluindo os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

O IBGE explicou que os valores consideram os rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios feitas nos quatro trimestres de 2025.

“Segundo o IBGE, a PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada desde janeiro de 2012, que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país.”

O instituto também lembra que, em 2020 e 2021, “os dados sofreram impacto da pandemia de covid-19” e que houve ajuste temporário na metodologia, com adoção da quinta visita em anos afetados, retrocedendo ao padrão de primeira visita a partir de 2023.

O que muda na prática

O indicador de rendimento domiciliar per capita é usado para cálculos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e influencia valores repassados ao Tribunal de Contas da União.

Com a alta em 2025, estados e o DF que estão acima da média terão reflexos distintos no fator de repasse, enquanto regiões mais pobres podem permanecer em desvantagem.

Os números divulgados pela PNAD Contínua ajudam a mapear desigualdades e a orientar decisões de políticas públicas voltadas a renda e distribuição, em especial nas unidades federativas com rendimento abaixo da média nacional.