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Campanha de Fernando Haddad perde força, sofre cortes drásticos de recursos do PT e enfrenta cenário difícil contra Tarcísio em São Paulo

A campanha de Fernando Haddad enfrenta um momento crítico com a redução de investimentos e cortes na equipe de marketing na reta final da disputa pelo governo paulista

A corrida eleitoral em São Paulo tomou um rumo inesperado para o Partido dos Trabalhadores, que decidiu realizar um corte de recursos na campanha de Fernando Haddad. A medida ocorre em um momento em que o candidato tenta reverter uma desvantagem considerável nas pesquisas de intenção de voto.

A determinação, que partiu diretamente da direção nacional do PT, impactou a estrutura de trabalho montada para a reta final. Com menos verbas disponíveis, a coordenação precisou tomar medidas administrativas urgentes, conforme informação divulgada pela revista Veja.

Abaixo, detalhamos como esse cenário de restrição financeira afeta a estratégia petista e qual a real situação do candidato frente ao seu principal adversário no estado, o atual governador Tarcísio de Freitas.

Cortes na equipe de comunicação e marketing

O impacto financeiro atingiu em cheio o setor de marketing e comunicação da campanha. Segundo o marqueteiro Otávio Antunes, houve uma ordem clara para reduzir despesas, o que resultou na demissão de integrantes importantes da equipe que cuidava da imagem de Fernando Haddad.

Dados do UOL indicam que a campanha já havia declarado gastos expressivos, sendo que cerca de 53% do valor total foi direcionado especificamente para a empresa de Antunes. Esse alto investimento inicial agora dá lugar a uma política de contenção severa.

Desempenho nas pesquisas e o desafio de Haddad

O contingenciamento de recursos coincide com números desfavoráveis nas principais pesquisas de opinião. No levantamento do Datafolha de 11 de setembro, Fernando Haddad apareceu com 29% das intenções de voto, ficando atrás de Tarcísio de Freitas, que registrou 49%.

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Em votos válidos, o cenário é ainda mais desafiador, com Tarcísio atingindo 56% contra 32% do petista. Outros institutos, como o Real Time Big Data e o Paraná Pesquisas, também confirmam a liderança isolada do candidato do Republicanos na corrida pelo governo de São Paulo.

Impacto no impulsionamento digital

Além das demissões, a campanha precisou revisar a estratégia de impulsionamento digital. Embora a coordenação não tenha detalhado todos os cortes, relatos apontam que a verba destinada para redes sociais, como Instagram e Facebook, foi afetada, reduzindo o alcance das publicações.

Vale lembrar que, no primeiro mês de campanha, o PT havia investido cerca de R$ 1,3 milhão apenas em anúncios digitais. Agora, a equipe busca alternativas para manter a visibilidade do candidato mesmo com o orçamento reduzido pela direção nacional do partido.

O silêncio do PT e o futuro da campanha

Apesar de o PT ter transferido R$ 15 milhões do fundo eleitoral para a candidatura, o motivo do corte repentino permanece sem explicação oficial. A direção nacional do partido não respondeu aos questionamentos sobre a decisão de reduzir os gastos justamente no maior colégio eleitoral do país.

Com a votação se aproximando, Fernando Haddad precisa agora equilibrar a falta de recursos com a necessidade de crescer nas pesquisas. O sucesso dessa missão dependerá de como a campanha conseguirá otimizar a estrutura que restou para tentar virar o jogo nas próximas semanas.

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