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Caos aéreo no Oriente Médio, mais de 7.511 voos cancelados em três dias, hubs como Dubai paralisados e companhias globais suspendem operações

O aumento do conflito no Oriente Médio provocou uma interrupção massiva nas rotas aéreas, deixando milhares de passageiros retidos e impactando conexões entre continentes.

Hubs importantes, como o aeroporto de Dubai, ficaram fechados temporariamente, e grandes companhias anunciaram suspensões e alterações em malhas inteiras.

Os dados sobre o alcance da paralisação foram compilados por empresas e consultorias especializadas, e mostram que a situação já tem efeitos em cadeias de transporte e mercados financeiros, conforme informação divulgada pelo jornal britânico The Guardian.

Escala dos cancelamentos

Ao menos 1.555 voos foram cancelados na região hoje, ampliando os números registrados no fim de semana.

Considerando os cancelamentos desde sábado, quando a guerra no Irã começou, já são 7.511 decolagens desmobilizadas, o maior caos aéreo desde a pandemia, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

No sábado, quase 2.800 voos foram cancelados. No dia seguinte, mais 3.156 partidas foram suspensas, de acordo com a plataforma de monitoramento FlightAware.

Nesta segunda-feira, os dados foram compilados por analistas da consultoria de aviação Cirium e consideram os registros até 10h (no horário local). A empresa alerta que os números podem ser mais altos, pois há dificuldade de acesso a dados do Irã e dos Emirados Árabes Unidos.

Companhias e hubs afetados

A Emirates, a maior companhia aérea internacional do mundo, suspendeu as operações regulares de e para Dubai até as 15h (horário local) de terça-feira e alertou para interrupções até quinta-feira.

A Etihad Airways informou que estendeu os cancelamentos até as 15h de terça-feira, enquanto a Qatar Airways declarou que os voos de e para Doha foram suspensos devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar.

As interrupções se espalharam pela Ásia. A Cathay Pacific cancelou alguns serviços para o Oriente Médio até quinta-feira. Na Índia, as suspensões de decolagens da IndiGo foram estendidas até terça-feira.

Impacto financeiro e atenção aos passageiros

Com o caos aéreo, as ações das companhias e empresas do setor caíram fortemente nas bolsas, em meio ao temor de que o conflito esfriasse a demanda no momento crítico para o turismo.

A Lufthansa chegou a cair até 11%, e a controladora da British Airways, International Airlines Group, recuou até 13%. Já a Air France-KLM perdeu 10% nas primeiras horas do pregão, segundo a Bloomberg.

Também houve queda nos papéis do setor de viagens, as ações da TUI, a maior empresa do segmento na Europa, caíam 8,5%. A rede hoteleira Accor e a empresa de cruzeiros Carnival Corporation também registram fortes quedas.

A autoridade de aviação civil dos Emirados Árabes Unidos informou que atendeu mais de 20 mil passageiros afetados pela interrupção, enquanto dezenas de milhares permaneceram retidos em uma região que funciona como um grande conector global.

O que vem a seguir

O fechamento do espaço aéreo e as suspensões anunciadas pelas companhias podem levar a novas alterações nas próximas 48 a 72 horas, dependendo da evolução do conflito.

Embora o Golfo Pérsico já esteja acostumado a interrupções, com os céus de amplas áreas do Oriente Médio enfrentando restrições em diversas ocasiões nos últimos dois anos, uma suspensão total nessa escala não tem precedentes, e passageiros devem acompanhar comunicados de aeroportos e companhias para reembolsos e remarcações.