Chanceler do Irã alerta que o assassinato de Khamenei abre uma perigosa caixa de Pandora, e pede que ONU e Conselho de Segurança responsabilizem os EUA e Israel para preservar a estabilidade internacional
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, enviou uma carta às Nações Unidas em que trata o episódio como um ponto de inflexão, e pede uma resposta internacional firme para evitar novas escaladas.
Na mensagem, Araghchi descreve o episódio como uma afronta às normas que regem as relações entre Estados, e solicita medidas concretas do Conselho de Segurança e da ONU para apurar responsabilidades.
O chanceler afirmou que o ato “constitui uma violação grave e sem precedentes das normas mais fundamentais que governam as relações entre os Estados”, e que, na visão do Irã, há um papel dos Estados Unidos e de Israel a ser investigado, conforme informação divulgada pela Associated Press.
Contexto e conteúdo da carta
Na carta enviada neste domingo, 1º, Araghchi relaciona o episódio ao conceito de assassinato de Khamenei, e alerta que tal ação, se confirmada como ato de Estados ou com seu apoio, teria efeitos duradouros.
Ele enfatiza que o ataque não atinge apenas uma liderança, mas, segundo o texto, “abre imprudentemente uma perigosa caixa de Pandora, erodindo o alicerce da igualdade soberana e a estabilidade do sistema internacional”.
Pedido de responsabilização, alvos e exigências
O chanceler pede que a ONU e o Conselho de Segurança adotem medidas para garantir a responsabilização dos EUA e de Israel por qualquer envolvimento no caso, e que mecanismos internacionais sejam acionados para apurar e sancionar responsáveis.
Ao apresentar o pedido, o Irã argumenta que a impunidade em eventos desta magnitude pode enfraquecer normas internacionais e incentivar novos atentados contra chefes de Estado, e é nesse ponto que surge a referência à caixa de Pandora.
Possíveis impactos para a ordem internacional
Especialistas ouvidos no passado indicam que acusações formais entre Estados aumentam tensões regionais e podem desencadear ciclos de retaliação, inclusive em áreas já conflituosas.
A advertência do governo iraniano sobre o assassinato de Khamenei soma-se a apelos por respostas diplomáticas e multilaterais, e coloca a ONU no centro de uma demanda por esclarecimento e ação, em meio a riscos de escalada.