China Reage Fortemente a Sanções dos EUA, Bloqueando Medidas Contra Cinco Refinarias Chave
O Ministério do Comércio da China anunciou neste sábado (2) a emissão de uma liminar para bloquear as sanções impostas pelos Estados Unidos a cinco refinarias chinesas. As empresas foram acusadas de comprar petróleo do Irã, em um movimento que Pequim considera uma violação do direito internacional.
A decisão chinesa representa um novo capítulo na tensão comercial e diplomática entre as duas potências. As sanções americanas visam restringir as receitas petrolíferas do Irã, mas a China alega que tais ações extrapolam a soberania e as normas internacionais.
O Ministério do Comércio chinês declarou que as sanções americanas violam a lei internacional e as normas básicas das relações internacionais. Como resposta, foi imposta a liminar, que impede o reconhecimento ou cumprimento das sanções americanas pelas empresas chinesas afetadas.
Refinarias Chinesas Sob Fogo Americano
Na lista de empresas afetadas pelas sanções americanas está a Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery. Em abril, o Tesouro dos EUA acusou esta refinaria de adquirir bilhões de dólares em petróleo iraniano. Outras quatro refinarias, conhecidas como ‘refinarias teapot’ por serem menores e independentes, também foram alvo.
As ‘refinarias teapot’ citadas são a Shandong Jincheng Petrochemical Group, Hebei Xinhai Chemical Group, Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical. Estas empresas já haviam enfrentado sanções do governo americano no ano passado.
Impacto das Sanções e a Resposta da China
As sanções americanas já haviam criado obstáculos para as refinarias, incluindo dificuldades na importação de petróleo bruto e a necessidade de renomear seus produtos refinados para conseguir vendê-los. As ‘refinarias teapot’ são responsáveis por um quarto da capacidade de refino da China, operando com margens de lucro apertadas e enfrentando pressão devido à fraca demanda doméstica.
A liminar emitida pelo Ministério do Comércio da China estipula que os Estados Unidos não podem reconhecer, implementar ou cumprir as sanções contra as cinco empresas chinesas. A medida reflete a crescente assertividade da China em defender seus interesses comerciais e sua posição no cenário global.