A China criticou a ação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, apontando risco de maior instabilidade na região. O governo chinês alertou que a escalada pode enfraquecer o direito internacional e agravar tensões no Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, fez declarações em uma conversa telefônica com o chanceler russo, Sergei Lavrov, e defendeu o retorno à diplomacia e às negociações como caminho para reduzir o conflito.
conforme informação divulgada pela Xinhua
O que disse Wang Yi sobre os ataques
Wang Yi afirmou que a China se opõe ao uso da força nas relações internacionais e classificou os episódios recentes como inaceitáveis. Segundo a Xinhua, ele disse, “Os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã durante o processo de negociação Irã-EUA são inaceitáveis”.
O chanceler chinês também condenou, nas palavras registradas pela agência, “o flagrante assassinato de um líder de um Estado soberano e a incitação à mudança de regime”, referindo-se à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
Risco de escalada e alerta sobre o Golfo Pérsico
Wang ressaltou que o conflito já se espalhou por todo o Golfo Pérsico, aumentando o perigo de que o Oriente Médio seja empurrado para um “abismo perigoso”. A China diz estar “profundamente preocupada” com a situação, conforme a Xinhua.
Pequim avisou que ações militares sem respaldo da ONU podem agravar a crise e comprometer a segurança regional, por isso pediu moderação e contenção por parte dos envolvidos.
Pedido por cessar-fogo, diplomacia e respeito ao direito internacional
Entre as reivindicações apresentadas por Wang, estão um cessar-fogo imediato, o retorno à diplomacia e às negociações, e a oposição a ações unilaterais sem autorização da Organização das Nações Unidas, conforme informou a Xinhua.
Ao reforçar esse apelo, a China tenta posicionar-se como defensora do diálogo e do multilateralismo em um momento de alta tensão entre potências e atores regionais.
Implicações e desdobramentos
Analistas esperam que a declaração chinesa aumente a pressão diplomática por soluções negociadas, enquanto governos e aliados avaliam próximas respostas militares e políticas.
A comunidade internacional segue observando sinais de escalada, com governos pedindo contenção. A posição de Pequim, registrada pela Xinhua, soma-se a vozes que pedem retorno à negociação e respeito às normas internacionais.