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Como Lula e Flávio tentam conquistar eleitores ausentes, 33,4 milhões que faltaram no 1º turno, e virar a disputa em estados com alta abstenção

2º turno mira eleitores ausentes, 33,4 milhões que não votaram em 4 de outubro, pesquisa Real Time Big Data indica 78% dos faltosos sem disposição clara de ir às urnas, desafio nacional

A mobilização dos eleitores ausentes virou a principal frente de atuação das campanhas de Lula e de Flávio, porque a participação desse grupo pode decidir o resultado do segundo turno.

Com 33,4 milhões de ausentes na votação de 4 de outubro, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto, aumentar o comparecimento é visto como essencial por ambos os lados.

A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 8 de outubro mostra que 40% dos entrevistados que se abstiveram no primeiro turno afirmam que certamente não irão às urnas em 25 de outubro, e outros 38% dizem que provavelmente também não votarão, somando uma resistência de 78% entre os faltosos, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

Por que é difícil atrair os eleitores ausentes

O grupo dos eleitores ausentes é heterogêneo, e reúne pessoas que deixaram de votar por dificuldades logísticas, desinteresse ou insatisfação com as opções políticas. Essa diversidade torna a tarefa de persuasão complexa.

A pesquisa ouviu 1,6 mil pessoas entre 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais, o que indica que, apesar do potencial numérico, boa parte dos faltosos não demonstra disposição imediata para ir às urnas.

Estratégia de Lula para reduzir a abstenção

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem priorizado ampliar a comunicação, reforçar a presença nas ruas e mobilizar lideranças políticas e apoiadores para atrair eleitores além da base tradicional.

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O Nordeste segue estratégico para Lula, embora a região já tenha registrado uma taxa de abstenção menor, por isso a campanha combina a mobilização dos faltosos com a preservação dos votos conquistados e a busca por novos eleitores em outros colégios eleitorais.

Em outra frente, o senador Camilo Santana, integrante da coordenação, afirmou que Lula vai priorizar agendas no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais do Brasil e que registraram taxa de abstenção acima da média, segundo a campanha.

Estratégia de Flávio e a preservação da vantagem

O senador Flávio Bolsonaro busca manter a dianteira obtida no primeiro turno e ampliar sua votação até 25 de outubro. Para isso, a campanha tem priorizado temas como custo de vida, endividamento das famílias e segurança pública.

Flávio tem contado com a atuação de aliados, lideranças regionais e apoiadores nas redes sociais para manter a mobilização de sua base e tentar angariar novos votos, inclusive entre os que se ausentaram no primeiro turno. Não há confirmação pública de uma operação específica voltada exclusivamente aos eleitores ausentes.

No primeiro turno, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, um cenário que evidencia a importância de convencer parte dos faltosos sem perder eleitores já mobilizados.

Estados com maior abstenção e o impacto na disputa

As maiores taxas de abstenção na eleição foram observadas em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre outros, o que orienta as prioridades de campanha. As taxas são: Mato Grosso do Sul, 23,87%, Rio de Janeiro, 23,32%, Minas Gerais, 22,81%, São Paulo, 22,54%, Mato Grosso, 22,20%, Goiás, 21,83%, Rondônia, 21,71%, Espírito Santo, 21,37% e Rio Grande do Sul, 21,35%.

Converter parte dos eleitores ausentes em votantes pode beneficiar tanto Lula quanto Flávio, dependendo das preferências desses eleitores no dia da votação. Assim, as duas campanhas precisam conciliar a defesa do eleitorado mobilizado com ações para reduzir a abstenção.

Com a votação marcada para 25 de outubro, a capacidade de cada candidatura de alcançar e convencer os faltosos, aliada à manutenção dos eleitores já mobilizados, será determinante para o desfecho do segundo turno.

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