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Concessões de empréstimos no Brasil caem 18,9% em janeiro, estoque de crédito recua para R$7,116 trilhões, juros e spread sobem, diz Banco Central

Queda de 18,9% nas concessões de empréstimos em janeiro, estoque de crédito recua 0,2% para R$7,116 trilhões, juros e spread mostram aperto no crédito

O início do ano trouxe uma desaceleração visível na oferta de crédito no Brasil, com impacto em diferentes linhas e perfis de tomadores.

A redução das operações foi acompanhada por alta nas taxas e no spread bancário, o que pode encarecer o crédito para famílias e empresas.

Os números foram divulgados pelo Banco Central e compilados pela Reuters, conforme informação divulgada pela Reuters.

Queda nas concessões e no estoque de crédito

As concessões de empréstimos pelo sistema financeiro no Brasil caíram 18,9% em janeiro na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito recuando 0,2% no período, a R$7,116 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 17,2% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 32,9% no período.

Juros, spread e inadimplência

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5%, contra 5,4% no mês anterior.

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 47,8% ao ano em janeiro, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve alta de 0,2 ponto no mês, a 11,6%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 34,3 pontos percentuais nos recursos livres em janeiro, contra 33,0 pontos no mês anterior.

O que muda para consumidores e empresas

Com concessões de empréstimos em queda e juros mais altos, a tendência é de menor disponibilidade de crédito e custos maiores para quem precisa financiar consumo ou investimentos.

O aumento do spread bancário indica que parte do aperto vem da diferença entre o custo de captação e o que é repassado ao cliente, pressionando ainda mais o preço final do crédito.

Para famílias e empresas, a combinação de queda nas operações e elevação das taxas exige mais planejamento financeiro, e pode reduzir a velocidade de retomada do consumo e dos investimentos.