A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, emitiu três mandados de prisão cautelar para suspeitos ligados aos casos envolvendo corpos em sacos de lixo encontrados na capital paulista.
As investigações seguem em andamento, equipes de perícia e o núcleo de perfilamento do DHPP comparam os casos e testam possíveis conexões, enquanto famílias aguardam respostas.
Até o momento, foram encontrados 10 corpos em sacos de lixo em São Paulo, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
Mandados e posição da DHPP
Conforme a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, a Polícia Civil, em conjunto com a Justiça, emitiu três mandados de prisão cautelar para suspeitos de envolvimento nos casos que envolvem corpos em sacos de lixo.
A delegada afirmou, “Não concluímos as investigações e não conseguimos localizar os suspeitos que estão com prisão temporária decretada”, e disse também que não é possível afirmar, até o momento, que se trata de um tribunal do crime.
O DHPP ainda não divulgou nomes ou perfis dos suspeitos, nem confirmou vínculo com facções criminosas, e mantém cautela para não prejudicar as apurações.
Cronologia e locais dos casos
O primeiro caso da série ocorreu em 5 de setembro e o mais recente foi registrado em 2 de outubro, totalizando, até agora, 10 vítimas encontradas em sacos de lixo espalhados pela cidade.
No total, foram registrados ao menos sete corpos encontrados no Jabaquara, na Vila Chuca, no Colônia, no Jaçanã, na Vila Andrade, no Jardim São Luís e no Parque Ecológico do Tietê, conforme levantamento divulgado pelo Metrópoles.
Entre os casos, há vítimas identificadas, como José Zito da Conceição, 55 anos, encontrado em 5/9 no Jabaquara, e outras ainda sem identificação, com diferentes sinais de violência e abandono em locais públicos.
Alerta contra boatos e próximos passos
A delegada Ivalda Aleixo reforçou que o núcleo de perfilamento do DHPP “já está atuando, comparando os casos, testando possíveis conexões geográficas inclusive. Mas não existe nada até o momento que nos leve para esse caminho. O alerta que eu venho fazer é simples: não transformem crimes reais em uma série de terror antes que se tenha o mínimo de provas. Boatos provocam medo e também atingem as famílias que ainda aguardam respostas”, disse.
O DHPP mantém investigação técnica, busca localizar os suspeitos com mandados decretados e pede que a população evite espalhar teorias não confirmadas nas redes sociais, para não atrapalhar as apurações e não causar danos às famílias das vítimas.
As apurações seguem, com diligências para cumprir os mandados e perícias em andamento, e a polícia pede que quem tiver informações relevantes faça denúncias às autoridades competentes.