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Dino usa tese de liberdade de imprensa para liberar posts polêmicos, mas histórico de ações contra jornalistas gera críticas sobre critérios

A controversa decisão de Flávio Dino sobre conteúdos envolvendo Flávio Bolsonaro reacende o debate sobre a aplicação da liberdade de imprensa no STF.

O cenário político em Brasília ganhou um novo e polêmico capítulo neste domingo, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, tomar uma decisão monocrática que gerou forte repercussão. O magistrado cassou uma liminar que determinava a remoção de conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro.

A disputa jurídica envolve um boato antigo, que alega que a família Bolsonaro teria um plano para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A informação é considerada falsa e já foi desmentida por diversas agências de checagem, incluindo veículos ligados ao Grupo Globo.

Conforme informações divulgadas pelo conteúdo base, a decisão de Dino, que derrubou a ordem anterior do ministro André Mendonça, coloca em xeque a consistência dos critérios adotados pela Suprema Corte ao tratar da liberdade de imprensa e da atividade jornalística.

O contraste entre as decisões judiciais

O ministro André Mendonça havia determinado a remoção dos links por entender que se tratava de um conteúdo notoriamente inverídico. Para ele, o material extrapolava o debate político saudável, distorcendo fatos históricos para influenciar a opinião pública de forma fraudulenta.

Já Flávio Dino utilizou a tese da defesa irrestrita da liberdade de expressão para manter as publicações no ar. Segundo o ministro, o debate político deve ser amplo e manifestações, mesmo baseadas em premissas contestáveis, possuem amparo constitucional contra a censura.

A crítica sobre a seletividade dos critérios

Críticos apontam que o conceito de liberdade de expressão adotado pelo tribunal tem se mostrado elástico e conveniente. A percepção é de que o rigor do Judiciário varia drasticamente a depender de quem figura como alvo ou autor da manifestação política.

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Analistas resgatam episódios anteriores para questionar essa postura. A memória do eleitorado relembra ações do próprio Dino, quando sua abordagem em relação ao trabalho de imprensa foi substancialmente diferente da atual defesa da liberdade nas redes sociais.

O caso do jornalista Luís Pablo Almeida

Em março deste ano, o aparato estatal foi mobilizado após o então ministro acionar autoridades contra o trabalho de um repórter no Maranhão. O jornalista Luís Pablo Almeida sofreu uma operação de busca e apreensão autorizada pelo STF, perdendo seus equipamentos de trabalho.

A representação criminal partiu de Dino, incomodado com reportagens investigativas que denunciavam o uso irregular de veículos oficiais por membros de sua família. Esse episódio é frequentemente citado pela oposição como um exemplo de uso de dois pesos e duas medidas.

Impacto na credibilidade do combate à desinformação

O descompasso entre a proteção de certas narrativas e a punição de investigações jornalísticas incômodas enfraquece o discurso oficial de combate à desinformação. O cenário reforça a percepção pública de que a régua da censura é medida pela cor da bandeira partidária.

Ao chancelar a circulação de conteúdos falsos de um lado, enquanto pune o jornalismo investigativo de outro, o Judiciário enfrenta um desafio crescente para manter a sua imparcialidade perante a sociedade brasileira, que observa com atenção cada movimento em Brasília.

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