Durigan nega “inércia” da União na salvação do BRB e exige plano de negócios do DF
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, refutou veementemente as acusações de “inércia” da União no processo de salvamento do Banco de Brasília (BRB), feitas pelo governo do Distrito Federal. Durigan classificou a alegação como uma fonte de “profunda insatisfação” para as equipes envolvidas na viabilização do acordo.
A declaração surge após o governo do DF solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova audiência de conciliação. O objetivo é discutir o empréstimo de R$ 6,6 bilhões, essencial para capitalizar o BRB, com a justificativa de que a União e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não teriam cumprido o acordo estabelecido.
O ministro Durigan confirmou sua participação na audiência pública agendada pelo ministro Luiz Fux para o dia 13, declarando que levará a “indignação das equipes” para o debate. Ele enfatizou o empenho dos times no caso e como a insatisfação gerada pelas acusações pode prejudicar o andamento do processo.
Plano de negócios do BRB é o entrave para o empréstimo
Segundo o ministro da Fazenda, o que impede a conclusão do acordo e a liberação dos recursos necessários para o BRB é a falta de um plano de negócios detalhado por parte do governo do DF e da própria instituição financeira. Essa etapa é crucial para apresentar garantias e convencer o FGC e os bancos a liberarem o empréstimo.
“Se o BRB tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo”, afirmou Durigan, reiterando que a credibilidade do plano é fundamental para a aprovação do crédito.
Origem dos problemas do BRB é criminosa, diz ministro
Dario Durigan reforçou que os problemas enfrentados pelo BRB têm origem criminosa e partem tanto da própria instituição quanto do governo do Distrito Federal. A necessidade de capitalização do banco se deve às perdas resultantes da aquisição de ativos falsos do Banco Master, que pertencia a Daniel Vorcaro e foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Acordo no STF é o único caminho possível, garante Durigan
O ministro da Fazenda descartou qualquer possibilidade de alteração nos termos do acordo já estabelecido. “O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível”, declarou Durigan. Ele ainda sugeriu que o próprio STF pode esclarecer aos bancos a suficiência das garantias oferecidas pelo governo do DF.
A expectativa é que a audiência do dia 13 seja decisiva para apresentar as informações faltantes e avançar na solução para a capitalização do BRB, garantindo a estabilidade financeira da instituição.

